domingo, 9 de agosto de 2026

Jozailto Lima ENTREVISTA Alessandro Vieira

Publicação compartilhada do site JLPOLÍTICA, de 8 de agosto de 2026

Jozailto Lima ENTREVISTA Alessandro Vieira

Alessandro Vieira: “Entreguei bons resultados sem abrir mão da honestidade”

“Acho que o que o sergipano ganhou com meu mandato justifica a minha recondução”

Alessandro Vieira, 51 anos, MDB, é um sujeito diferente e diferenciado. Para começo de conversa, o cara se faz senador em 2018, aos 43 anos, sem nunca ter disputado qualquer mandato eletivo antes.

É diferente e diferenciado naquele seu jeitão aparentemente sisudo, fechado, lacrado em si. Aparentemente, sim. Porque na prática ele é bem mais poroso. Não é piegas.

E em nome do jeitão lá dele, Alessandro Vieira marcha para concluir os oito anos de um mandato identicamente poroso, no qual se infiltram práticas positivas, republicanas e que alcançam muitas virtudes na relação entre o público e o privado, entre a persona parlamentar dele e as comunidades sergipanas com as quais interage.

A tradução mais real e ativada disso é que via o mandato de Alessandro Vieira cerca de R$ 1,1 bilhão terão sido carreados da esfera pública federal para Sergipe. E aí ele canta de galo, naquele seu estilo que os oponentes querem ver algo de glacial, frio.

“O percentual majoritário disso vai para a saúde por uma escolha pessoal e por uma obrigação legal. Então, a gente está falando de alguma coisa em torno de R$ 550 milhões empregados na saúde e o restante se desenvolve ali nas linhas que geram um resultado mais impactante”, explica Alessandro Veira.

“São segurança pública, infraestrutura, desenvolvimento e geração de emprego e renda, assistência social e aí você vai através das emendas participativas, aquele método que a gente usa de ouvir o cidadão, quando começa a captar e a atender pequenos projetos. E é um método eficaz”. reforça.

Alessandro Vieira jacta-se de ser “o único no Estado de Sergipe a fazer isso”. “São apenas 10 ou 12 que fazem isso no Brasil, dos mais de 600 parlamentares federais. São mais de 400 projetos contemplados, mais de R$ 80 milhões distribuídos e todos os projetos com muito impacto na sociedade”, diz o senador.

Outro fato que Alessandro Vieira vê como positivador do seu mandato é o do alcance municipal com suas ações no território da sergipanidade. “Todos, absolutamente todos os municípios foram contemplados. Posso lhe mostrar o site que a gente vai lançar, que permite uma consulta muito facilitada para cada eleitor”, avisa.

 Por tudo isso, Alessandro Vieira está com sua âncora de reeleição para mais oito anos lançada ao chão da eleição de 2026. E em todas as pesquisas feitas no Estado ele pulula entre os primeiros colocados, quando não está totalmente liderando.

“O sergipano vai fazer essa avaliação quando chegar o momento da urna. Se o que ele defende é uma política que entrega resultados sem abrir mão da honestidade e do cuidado com o dinheiro do povo, ao longo dos últimos oito anos fizemos isso: entreguei bons resultados sem abrir mão da honestidade”, diz.

“Em 2018 eu era uma promessa, uma aposta e a aposta foi feita por 474.449 sergipanos e agora a gente mostra o prêmio que o sergipano ganhou com aquela aposta. E eu acho que o que o sergipano ganhou com meu mandato justifica a minha recondução”, diz ele.

 Alessandro Vieira - ele não tem outro sobrenome - nasceu no dia 3 de abril de 1975 em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, mas vive Sergipe desde a infância/adolescência. Ele é filho de Getúlio Gonçalves Vieira e de Jesus Perciliana da Silveira Vieira.

Alessandro é casado com a advogada e analista da Justiça Federal Helga Mesquita Gumes Vieira e é pai de Gabriela, de 22 anos, João Pedro, de 20 e de Mariana Mesquita Gumes Vieira, de 18.

Ele tem formação acadêmica em Direito pela Universidade Tiradentes desde de 1995 e especialização em Gestão e Segurança Pública. No Senado nestes oito anos ele fez parte de umas 10 Comissões.

 “Entendo que os resultados do Governo de Fábio Mitidieri justificam uma reeleição. O Estado de Sergipe hoje é melhor do que era quando o Fábio começou e eu tenho muito orgulho de ter ajudado a colocar isso de pé. Fábio não ser reeleito é colocar em risco esse avanço que Sergipe teve e talvez desperdiçar uma oportunidade histórica”, diz.

A Entrevista com Alessandro Vieira vale muito bem o tempo empregado na leitura.

JLPolítica & Negócio - Com toda suspeição que possa pairar sobre seu ponto de vista, por que o senhor acha que o sergipano deve lhe conceder mais oito anos de permanência no Senado?

Alessandro Vieira - O sergipano vai fazer essa avaliação quando chegar o momento da urna. Se o que ele defende é uma política que entrega resultados sem abrir mão da honestidade e do cuidado com o dinheiro do povo, ao longo dos últimos oito anos fizemos isso: entreguei bons resultados sem abrir mão da honestidade. Então em 2018 eu era uma promessa, uma aposta e a aposta foi feita por 474.449 sergipanos e agora a gente mostra o prêmio que o sergipano ganhou com aquela aposta. E eu acho que o que o sergipano ganhou com meu mandato justifica a minha recondução.

JLPolítica & Negócio - De que forma se deu a distribuição dos R$ 1,1 bilhão que o seu mandato terá destinado a Sergipe nos oito anos, e quais foram as áreas prioritariamente contempladas por eles?

AV - O percentual majoritário disso vai para a saúde por uma escolha pessoal e por uma obrigação legal. Então, a gente está falando de alguma coisa em torno de R$ 550 milhões empregados na saúde e o restante se desenvolve ali nas linhas que geram um resultado mais impactante. São segurança pública, infraestrutura, desenvolvimento e geração de emprego e renda, assistência social e aí você vai através das emendas participativas, aquele método que a gente usa de ouvir o cidadão, quando começa a captar e a atender pequenos projetos. E é um método eficaz. Eu sou o único no Estado de Sergipe a fazer isso. São apenas 10 ou 12 que fazem isso no Brasil, dos mais de 600 parlamentares federais. São mais de 400 projetos contemplados, mais de R$ 80 milhões distribuídos e todos os projetos com muito impacto na sociedade. Todos, absolutamente todos os municípios foram contemplados. Posso lhe mostrar o site que a gente vai lançar, que permite uma consulta muito facilitada para cada eleitor.

DO POLÊMICO RELATÓRIO DA CPI DO CRIME ORGANIZADO

“As críticas todas partiram do indiciamento do ministro do Supremo. Essa é a única motivação. O relatório seria aprovado por 6 a 4 não fosse uma intervenção direta da cúpula do Senado, através do Alcolumbre, e do PT, do Governo Lula que pediu e substituiu dois senadores por outros que nunca participaram de nenhuma sessão”

JLPolítica & Negócio - Na base da sociedade sergipana, que é o povo, e na classe política há preparo e compreensão para uma política baseada em resultados, como o senhor acredita que pratica?

AV – Veja: eu sei que quando você vai contratar alguém para pintar a sua casa, para tomar conta dos seus filhos, você não contrata ladrão e não contrata incompetente. Você tenta contratar aquela pessoa que tem mais qualidade para dar o serviço. O eleitor brasileiro foi ensinado a não esperar nada do político. Foi ensinado a não acreditar no político. Mais do que isso, ele foi treinado para difamar o político. Eu tive a maior aula disso na eleição de 2018 numa feira na cidade de Macambira. Eu abordei uma velhinha para entregar-lhe o santinho - a campanha era feita de forma muito humilde, com dois, três voluntários e eu mesmo. Entreguei para ela o santinho, ela olhou e disse: “Eu posso dar o voto para você, meu filho, mas eu quero R$ 50”. E eu dei uma aula de sociologia e de política para ela: “Quando a senhora faz isso, o cidadão que está lhe dando R$ 50 vai passar 4 ou 8 anos lhe roubando”. E ela me respondeu - e aí sim foi a lição que eu recebi, de uma forma muito objetiva: “Meu filho, eu sei disso. Mas do político só o que eu ganho é isso. O dinheiro que chega na véspera da eleição. Eu sei que ele não vai me dar nada”. Essa mesma senhora, se com fé em Deus estiver viva, vai saber que a cidade dela foi contemplada e que coisas boas aconteceram muito perto dela por causa de um cara honesto trabalhando.

JLPolítica & Negócio - Se o senhor eventualmente for reeleito, poder-se-ia dizer que terá sido reflexo desta política de resultados?

AV - Sim, se tiver eu sucesso na reeleição, vai ser 100% consequência do cumprimento dos compromissos. Todos os compromissos que a gente assumiu na campanha de 2018 foram cumpridos.

JLPolítica & Negócio - O senhor acessa o mandato de senador em 2018 como um bolsonarista ou não se considera orginalmente um membro deste time?

AV – Não. Eu nunca fiz nada disso. Eu fui eleito votando em Marina Silva. Não fui eleito votando em Bolsonaro. Eu declaro voto em Bolsonaro no segundo turno, quando o eleitor brasileiro escolhe entre ele e Fernando Haddad. Como eu defendi uma mudança, uma alteração de rumos, entendi que era importante dar essa oportunidade para o Bolsonaro. Se não me engano, o texto de declaração de apoio foi publicado inclusive no Portal JLPolítica. Assumo que não foi um voto que tenha gerado resultados positivos, mas há também de se fazer alguns registros que a paixão política geral não permite. O Governo Bolsonaro foi totalmente contaminado pela pandemia e a falta de qualificação do Bolsonaro prejudicou muito a resposta dele. Talvez, num momento de estabilidade, tivesse um Governo melhor.

JLPolítica & Negócio - O senhor subscreve uma necessidade de reeleição de Lula hoje ou acha que a ala da direita deve retornar ao poder?

AV - Eu acho que deve ter alternância de poder e eu creio que deve ser importante você ter novas ideias e novos nomes. Mas não adianta trocar por trocar. É preciso ter qualidade. É por isso que a minha escolha das alternativas que estão no cardápio é o Ronaldo Caiado. Ele foi um bom governador de Goiás, tem pelo menos 40 anos de vida pública, foi deputado, foi senador, nunca esteve envolvido em escândalo de corrupção e apresentou bons resultados onde atuou. É um cara com boa formação, que soube montar uma equipe de alta qualidade no Estado de Goiás e é o que a gente precisa no Brasil: gente com boa formação, equipe de qualidade, sem envolvimento em escândalo de corrupção. Não tenho essa de ser direita, de centro ou esquerda. Nunca abracei essas rotulações. Se você considera de direita o cara que defende segurança pública firme, dura e penas mais altas, eu sou de direita. Se você considera de esquerda o cara que defende política de redução da desigualdade, como o Auxílio Brasil na época do Bolsonaro e depois retomado no Bolsa Família, eu sou de esquerda. Então, acho que é muito mais importante você entender que em cada pessoa as soluções podem ter uma conotação ideológica diferente, mas são soluções. Essa coisa de bandeiras políticas ideológicas, há muito tempo no Brasil serve apenas para esconder incompetência.

NÃO REELEGER FÁBIO É COLOCAR EM RISCO AVANÇOS DE SERGIPE

“Entendo que os resultados do Governo de Fábio Mitidieri justificam uma reeleição. O Estado de Sergipe hoje é melhor do que era quando o Fábio começou e tenho muito orgulho de ter ajudado a colocar isso de pé. Fábio não ser reeleito é colocar em risco esse avanço que Sergipe teve e talvez desperdiçar uma oportunidade histórica”

JLPolítica & Negócio - A sua independência no plano federal obedece a que cálculo e a que convicções então?

AV - É do meu perfil. É por princípio. Eu não gosto de assumir uma condição de ter que fazer aquilo com o que eu não concordo ou subscrever o que eu não aceito. Independência para mim é uma coisa fundamental e é isso que garante a caminhada que faço.

 JLPolítica & Negócio - Por que o senhor acha que Fábio Mitidieri deve ser reeleito governador?

AV - Entendo que os resultados do Governo de Fábio Mitidieri justificam uma reeleição. O Estado de Sergipe hoje é melhor do que era quando o Fábio começou e eu tenho muito orgulho de ter ajudado a colocar isso de pé. Fábio não ser reeleito é colocar em risco esse avanço que Sergipe teve e talvez desperdiçar uma oportunidade histórica. Porque o Estado se aproxima de um imenso ciclo financeiro com a chegada dos investimentos de petróleo e gás com o Sergipe Águas Profundas - SEAP. Essa chegada dos investimentos, que hoje já é realidade, teve uma atuação do Fábio muito presente. Teve de parte da bancada federal e eu participei disso com muito orgulho, e você não pode jogar fora o que o Estado vai receber de arrecadação. O Estado de Sergipe já teve oportunidades parecidas no passado. A gente não pode jogar fora isso. A atuação de Valmir de Francisquinho se limita até o momento à gestão da cidade de Itabaiana, com pontos positivos e negativos. E o mais negativo, sem dúvida nenhuma, é o envolvimento e a consequência de vários processos na esfera criminal e na esfera administrativa.

JLPolítica & Negócio - O senhor guarda algum tipo de arrependimento por não ser um dos dois candidatos oficiais da chapa liderada por Fábio Mitidieri?

AV - Nenhum. A escolha da chapa é exclusiva e unilateralmente do governador de Estado. Nessa construção de chapa, ele tentou por bastante tempo uma composição comigo e com André Moura. Isso, evidentemente, qualquer pessoa que olhasse antes diria que era incompatível. Não tem compatibilidade entre o que eu faço e o que André Moura faz. E a construção política tem um cálculo também. Enquanto eu saio da chapa e mantenho o apoio para Fábio, é absolutamente claro que tanto André Moura quanto Rogério Carvalho estariam no colo do Pato (Pato é o apelido de Valmir de Francisquinho), porque pensam muito mais nas suas carreiras políticas do que no Estado de Sergipe. Enquanto a minha vida foi muito pautada por inquéritos que geraram processos contra corruptos, a de André é pautada por responder a processos de corrupção. Esse é o ponto de ruptura.

JLPolítica & Negócio - O senhor se atribui algum tipo de culpa pela ruptura e por não estar lá ao lado de André Moura?

AV - Eu não posso assumir culpa por ser o que eu sou desde o começo. Eu não surpreendi nem desapontei ninguém. Em nenhum momento eu assumir o compromisso de deixar de fazer aquilo que eu acho certo. 

NÃO FOI BOLSONARISTA NO PRIMEIRO TURNO DE  2018

“Eu fui eleito votando em Marina Silva. Não fui eleito votando em Bolsonaro. Declaro voto em Bolsonaro no segundo turno, quando o eleitor brasileiro escolhe entre ele e Fernando Haddad. Como eu defendi uma mudança, uma alteração de rumos, entendi que era importante dar essa oportunidade para o Bolsonaro” 

JLPolítica & Negócio - No que o senhor teria errado no relatório final da CPI do Crime Organizado para ter sido tão ativamente criticado?

AV -As críticas todas partiram do indiciamento do ministro do Supremo. Essa é a única motivação. O relatório seria aprovado por 6 a 4 não fosse uma intervenção direta da cúpula do Senado, através do Alcolumbre, e do PT, do Governo Lula que pediu e substituiu dois senadores por outros que nunca participaram de nenhuma sessão, que não leram sequer uma linha do relatório e votaram conforme a orientação do líder Jacques Wagner.

 JLPolítica & Negócio - Mas por que nenhum nome ligado aos grandes grupos do crime organizado foi parar no seu relatório?

AV - Eles são citados no relatório. No momento que a gente faz a descrição detalhada das 79 facções que atuam pelo Brasil, três delas de atuação já nacional, duas com mais destaque - Comando Vermelho e PCC - a gente fala do surgimento delas, como elas se estabeleceram e, principalmente, fala como enfrentá-las. Mas não consegui ver utilidade em fazer um gesto midiático de colocar o Marcola ali. O Marcola é um cara condenado a 400 anos de cadeia, está preso há mais de 20 anos. Então isso não traz nada de positivo. O que a gente fez, na história de mais de 200 anos de Senado ninguém nunca tinha feito, foi colocar no papel, de forma inquestionável, os problemas que envolvem figuras fundamentais, que são os ministros do Supremo e o Procurador-Geral da República. Não existe crime organizado sem corrupção, sem infiltração do Estado. E se eu quero combater crime organizado, preciso atacar esse ponto também. Um novo mandato meu continuará nessa mesma disposição de enfrentar essa divergência, porque é fundamental. Quando começo o mandato, lá em fevereiro de 2019, a primeira coisa que faço é pedir para uma Comissão Parlamentar de Inquérito, que ficou apelidada de CPI da Toga, para apurar fatos concretos que envolvem ministros do STF. E de lá pra cá, nada mudou. Esse quadro só piorou. Porque de lá para cá os ministros liberaram a advocacia de parentes, que é proibida por lei, e passaram a ter atuação extremamente incisiva na seara política empresarial.

JLPolítica & Negócio - Nestes quase oito anos no âmbito do Congresso o senhor viu práticas reais de corrupção ou atitudes não-republicanas e lesivas?

AV - O que eu tive provado foi sempre denunciado ao Ministério Público Federal. Mas ouvir e ter a compreensão do ritmo de infiltração da corrupção era muito evidente. Só não era papel meu e nem eu tinha instrumentos para produzir provas. A corrupção, em grande parte, começa nas campanhas eleitorais. Campanhas de custo absolutamente incompatíveis com o teto de gastos, com limites, com a razoabilidade - um cidadão gastar para ser deputado estadual um valor que corresponde a duas ou três vezes dos seus ganhos em quatro anos mostra que tem algo errado. Isso ocorre a olhos vistos e é importante que a Polícia Federal e o Ministério Público comecem a atuar. Quando é que nós teremos uma sociedade ativada para ver isso e combater isso? Quando a gente tiver a construção de lideranças políticas que possam apontar esse mundo. O Brasil vive uma mudança geracional. Essa é a última eleição com a presença de Lula na cédula presidencial. Essa é a última eleição com a presença, mesmo que representada, do Jair Bolsonaro. Então, essa mudança geracional talvez possa trazer para o cenário político nacional alguma coisa diferente e que aponte para mudanças verdadeiras. Sei que, com a fragmentação, com a comunicação digital agressiva e com o uso crescente de desinformação, fake news e inteligência artificial, é sempre muito difícil.

O QUE ESPERAR DOS SERGIPANOS NAS URNAS

“Se o que ele defende é uma política que entrega resultados sem abrir mão da honestidade e do cuidado com o dinheiro do povo, ao longo dos últimos oito anos fizemos isso. Então em 2018 eu era uma promessa, uma aposta e a aposta foi feita por 474.449 sergipanos e agora a gente mostra o prêmio que o sergipano ganhou com aquela aposta”

JLPolítica & Negócio - Haveria algum elo entre um Sergipe supostamente calmo e saneado no campo da segurança pública e as práticas do seu mandato nestes oito anos?

AV - Tem uma ajuda direta com investimentos. São investimentos de mais de R$ 60 milhões que nenhum parlamentar federal na nossa história fez. Tem o apoio institucional, tem a mudança de legislação para que você tenha leis mais eficientes no combate ao crime. Mas esse resultado é consequência, também, de um trabalho de milhares de pessoas. Cada policial civil, militar, perito, cada profissional do Ministério Público, da Justiça, tem uma parcela de participação nesse sucesso que também – e tem essa coisa da liderança política que a gente já falou sobre isso na Entrevista. Então isso vem já há bastante tempo com estabilidade e planejamento. Temos que continuar. Segurança pública, assim como saúde, é investimento e atenção permanente. Hoje Sergipe é o único Estado do Brasil que não tem território dominado por facção. O único. Isso é consequência do trabalho das polícias e exige vigilância permanente, reforço de investimentos, reforço de planejamento e valorização da troca.

BRASIL VIVE O FIM DE UM CICLO

“O Brasil vive uma mudança geracional. Essa é a última eleição com a presença de Lula na cédula presidencial. Essa é a última eleição com a presença, mesmo que representada, do Jair Bolsonaro. Então, essa mudança geracional talvez possa trazer para o cenário político nacional alguma coisa diferente e que aponte para mudanças verdadeiras”

JLPolítica & Negócio - O senhor acha que as classes política, econômica e intelectual estariam compreendendo o instante SEAP que o Estado vive e tudo que poderia vir dele, ou estariam esperando as coisas acontecerem?

AV - Vamos dizer assim: aquelas pessoas com atividade econômica, grandes empresários, do setor ou não, têm a compreensão da importância. O governo atual, de Fábio Mitidieri, tem a compreensão da importância. Mas uma parcela da classe política não acompanha tão de perto, não compreende como isso pode alterar e modificar para melhor a vida dos sergipanos. E o que me deixa mais preocupado: não tem qualificação para poder usar esse dom, essa graça da natureza que Sergipe recebeu. Porque é uma graça você ter no menor Estado da federação um depósito de minerais tão valiosos como esse. Essa falta de preparo sempre para mim é uma preocupação. Hoje eu sei, acompanho, atuo muito de perto, então entendo que o Governo Fábio está preparado para isso. Você tem bons técnicos, bons profissionais que sabem muito bem como desenhar. As manifestações públicas e reservadas que Fábio tem feito sobre como administrar esse valor recebido com a arrecadação, os royalties, enfim, tudo mais, é bastante interessante, porque vai numa linha de criação de fundos, investimento em educação, diversificação da economia, porque isso é o que sustenta o desenvolvimento do Estado a longo prazo. O recurso do óleo e gás tem prazo, vai durar 20 anos ou 30 anos. E o Estado de Sergipe, com fé em Deus, vai estar aí para sempre. Quando se fala em intelectual, refere-se a academia, as universidades, a classe pensante e da ausência de um contexto, digamos assim. Mas temos as universidades, em destaque a Federal e a UNIT, próximas desse processo, com bons profissionais atuando ali. E a gente vem fazendo investimentos junto com o Governo do Estado, através do mandato, para fortalecer a qualificação de mão de obra, para que esses mais de 20 mil empregos que vão ser criados num curto espaço de tempo sejam preenchidos com gente daqui. Ou a gente qualifica a população sergipana para abraçar esses empregos, que são empregos qualificados e de boa remuneração, ou vem todo mundo de fora e ocupa essas vagas.

Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolitica com br

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