Mostrando postagens com marcador POLÍTICA SERGIPANA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador POLÍTICA SERGIPANA. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de agosto de 2026

Jozailto Lima ENTREVISTA Alessandro Vieira

Publicação compartilhada do site JLPOLÍTICA, de 8 de agosto de 2026

Jozailto Lima ENTREVISTA Alessandro Vieira

Alessandro Vieira: “Entreguei bons resultados sem abrir mão da honestidade”

“Acho que o que o sergipano ganhou com meu mandato justifica a minha recondução”

Alessandro Vieira, 51 anos, MDB, é um sujeito diferente e diferenciado. Para começo de conversa, o cara se faz senador em 2018, aos 43 anos, sem nunca ter disputado qualquer mandato eletivo antes.

É diferente e diferenciado naquele seu jeitão aparentemente sisudo, fechado, lacrado em si. Aparentemente, sim. Porque na prática ele é bem mais poroso. Não é piegas.

E em nome do jeitão lá dele, Alessandro Vieira marcha para concluir os oito anos de um mandato identicamente poroso, no qual se infiltram práticas positivas, republicanas e que alcançam muitas virtudes na relação entre o público e o privado, entre a persona parlamentar dele e as comunidades sergipanas com as quais interage.

A tradução mais real e ativada disso é que via o mandato de Alessandro Vieira cerca de R$ 1,1 bilhão terão sido carreados da esfera pública federal para Sergipe. E aí ele canta de galo, naquele seu estilo que os oponentes querem ver algo de glacial, frio.

“O percentual majoritário disso vai para a saúde por uma escolha pessoal e por uma obrigação legal. Então, a gente está falando de alguma coisa em torno de R$ 550 milhões empregados na saúde e o restante se desenvolve ali nas linhas que geram um resultado mais impactante”, explica Alessandro Veira.

“São segurança pública, infraestrutura, desenvolvimento e geração de emprego e renda, assistência social e aí você vai através das emendas participativas, aquele método que a gente usa de ouvir o cidadão, quando começa a captar e a atender pequenos projetos. E é um método eficaz”. reforça.

Alessandro Vieira jacta-se de ser “o único no Estado de Sergipe a fazer isso”. “São apenas 10 ou 12 que fazem isso no Brasil, dos mais de 600 parlamentares federais. São mais de 400 projetos contemplados, mais de R$ 80 milhões distribuídos e todos os projetos com muito impacto na sociedade”, diz o senador.

Outro fato que Alessandro Vieira vê como positivador do seu mandato é o do alcance municipal com suas ações no território da sergipanidade. “Todos, absolutamente todos os municípios foram contemplados. Posso lhe mostrar o site que a gente vai lançar, que permite uma consulta muito facilitada para cada eleitor”, avisa.

 Por tudo isso, Alessandro Vieira está com sua âncora de reeleição para mais oito anos lançada ao chão da eleição de 2026. E em todas as pesquisas feitas no Estado ele pulula entre os primeiros colocados, quando não está totalmente liderando.

“O sergipano vai fazer essa avaliação quando chegar o momento da urna. Se o que ele defende é uma política que entrega resultados sem abrir mão da honestidade e do cuidado com o dinheiro do povo, ao longo dos últimos oito anos fizemos isso: entreguei bons resultados sem abrir mão da honestidade”, diz.

“Em 2018 eu era uma promessa, uma aposta e a aposta foi feita por 474.449 sergipanos e agora a gente mostra o prêmio que o sergipano ganhou com aquela aposta. E eu acho que o que o sergipano ganhou com meu mandato justifica a minha recondução”, diz ele.

 Alessandro Vieira - ele não tem outro sobrenome - nasceu no dia 3 de abril de 1975 em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, mas vive Sergipe desde a infância/adolescência. Ele é filho de Getúlio Gonçalves Vieira e de Jesus Perciliana da Silveira Vieira.

Alessandro é casado com a advogada e analista da Justiça Federal Helga Mesquita Gumes Vieira e é pai de Gabriela, de 22 anos, João Pedro, de 20 e de Mariana Mesquita Gumes Vieira, de 18.

Ele tem formação acadêmica em Direito pela Universidade Tiradentes desde de 1995 e especialização em Gestão e Segurança Pública. No Senado nestes oito anos ele fez parte de umas 10 Comissões.

 “Entendo que os resultados do Governo de Fábio Mitidieri justificam uma reeleição. O Estado de Sergipe hoje é melhor do que era quando o Fábio começou e eu tenho muito orgulho de ter ajudado a colocar isso de pé. Fábio não ser reeleito é colocar em risco esse avanço que Sergipe teve e talvez desperdiçar uma oportunidade histórica”, diz.

A Entrevista com Alessandro Vieira vale muito bem o tempo empregado na leitura.

JLPolítica & Negócio - Com toda suspeição que possa pairar sobre seu ponto de vista, por que o senhor acha que o sergipano deve lhe conceder mais oito anos de permanência no Senado?

Alessandro Vieira - O sergipano vai fazer essa avaliação quando chegar o momento da urna. Se o que ele defende é uma política que entrega resultados sem abrir mão da honestidade e do cuidado com o dinheiro do povo, ao longo dos últimos oito anos fizemos isso: entreguei bons resultados sem abrir mão da honestidade. Então em 2018 eu era uma promessa, uma aposta e a aposta foi feita por 474.449 sergipanos e agora a gente mostra o prêmio que o sergipano ganhou com aquela aposta. E eu acho que o que o sergipano ganhou com meu mandato justifica a minha recondução.

JLPolítica & Negócio - De que forma se deu a distribuição dos R$ 1,1 bilhão que o seu mandato terá destinado a Sergipe nos oito anos, e quais foram as áreas prioritariamente contempladas por eles?

AV - O percentual majoritário disso vai para a saúde por uma escolha pessoal e por uma obrigação legal. Então, a gente está falando de alguma coisa em torno de R$ 550 milhões empregados na saúde e o restante se desenvolve ali nas linhas que geram um resultado mais impactante. São segurança pública, infraestrutura, desenvolvimento e geração de emprego e renda, assistência social e aí você vai através das emendas participativas, aquele método que a gente usa de ouvir o cidadão, quando começa a captar e a atender pequenos projetos. E é um método eficaz. Eu sou o único no Estado de Sergipe a fazer isso. São apenas 10 ou 12 que fazem isso no Brasil, dos mais de 600 parlamentares federais. São mais de 400 projetos contemplados, mais de R$ 80 milhões distribuídos e todos os projetos com muito impacto na sociedade. Todos, absolutamente todos os municípios foram contemplados. Posso lhe mostrar o site que a gente vai lançar, que permite uma consulta muito facilitada para cada eleitor.

DO POLÊMICO RELATÓRIO DA CPI DO CRIME ORGANIZADO

“As críticas todas partiram do indiciamento do ministro do Supremo. Essa é a única motivação. O relatório seria aprovado por 6 a 4 não fosse uma intervenção direta da cúpula do Senado, através do Alcolumbre, e do PT, do Governo Lula que pediu e substituiu dois senadores por outros que nunca participaram de nenhuma sessão”

JLPolítica & Negócio - Na base da sociedade sergipana, que é o povo, e na classe política há preparo e compreensão para uma política baseada em resultados, como o senhor acredita que pratica?

AV – Veja: eu sei que quando você vai contratar alguém para pintar a sua casa, para tomar conta dos seus filhos, você não contrata ladrão e não contrata incompetente. Você tenta contratar aquela pessoa que tem mais qualidade para dar o serviço. O eleitor brasileiro foi ensinado a não esperar nada do político. Foi ensinado a não acreditar no político. Mais do que isso, ele foi treinado para difamar o político. Eu tive a maior aula disso na eleição de 2018 numa feira na cidade de Macambira. Eu abordei uma velhinha para entregar-lhe o santinho - a campanha era feita de forma muito humilde, com dois, três voluntários e eu mesmo. Entreguei para ela o santinho, ela olhou e disse: “Eu posso dar o voto para você, meu filho, mas eu quero R$ 50”. E eu dei uma aula de sociologia e de política para ela: “Quando a senhora faz isso, o cidadão que está lhe dando R$ 50 vai passar 4 ou 8 anos lhe roubando”. E ela me respondeu - e aí sim foi a lição que eu recebi, de uma forma muito objetiva: “Meu filho, eu sei disso. Mas do político só o que eu ganho é isso. O dinheiro que chega na véspera da eleição. Eu sei que ele não vai me dar nada”. Essa mesma senhora, se com fé em Deus estiver viva, vai saber que a cidade dela foi contemplada e que coisas boas aconteceram muito perto dela por causa de um cara honesto trabalhando.

JLPolítica & Negócio - Se o senhor eventualmente for reeleito, poder-se-ia dizer que terá sido reflexo desta política de resultados?

AV - Sim, se tiver eu sucesso na reeleição, vai ser 100% consequência do cumprimento dos compromissos. Todos os compromissos que a gente assumiu na campanha de 2018 foram cumpridos.

JLPolítica & Negócio - O senhor acessa o mandato de senador em 2018 como um bolsonarista ou não se considera orginalmente um membro deste time?

AV – Não. Eu nunca fiz nada disso. Eu fui eleito votando em Marina Silva. Não fui eleito votando em Bolsonaro. Eu declaro voto em Bolsonaro no segundo turno, quando o eleitor brasileiro escolhe entre ele e Fernando Haddad. Como eu defendi uma mudança, uma alteração de rumos, entendi que era importante dar essa oportunidade para o Bolsonaro. Se não me engano, o texto de declaração de apoio foi publicado inclusive no Portal JLPolítica. Assumo que não foi um voto que tenha gerado resultados positivos, mas há também de se fazer alguns registros que a paixão política geral não permite. O Governo Bolsonaro foi totalmente contaminado pela pandemia e a falta de qualificação do Bolsonaro prejudicou muito a resposta dele. Talvez, num momento de estabilidade, tivesse um Governo melhor.

JLPolítica & Negócio - O senhor subscreve uma necessidade de reeleição de Lula hoje ou acha que a ala da direita deve retornar ao poder?

AV - Eu acho que deve ter alternância de poder e eu creio que deve ser importante você ter novas ideias e novos nomes. Mas não adianta trocar por trocar. É preciso ter qualidade. É por isso que a minha escolha das alternativas que estão no cardápio é o Ronaldo Caiado. Ele foi um bom governador de Goiás, tem pelo menos 40 anos de vida pública, foi deputado, foi senador, nunca esteve envolvido em escândalo de corrupção e apresentou bons resultados onde atuou. É um cara com boa formação, que soube montar uma equipe de alta qualidade no Estado de Goiás e é o que a gente precisa no Brasil: gente com boa formação, equipe de qualidade, sem envolvimento em escândalo de corrupção. Não tenho essa de ser direita, de centro ou esquerda. Nunca abracei essas rotulações. Se você considera de direita o cara que defende segurança pública firme, dura e penas mais altas, eu sou de direita. Se você considera de esquerda o cara que defende política de redução da desigualdade, como o Auxílio Brasil na época do Bolsonaro e depois retomado no Bolsa Família, eu sou de esquerda. Então, acho que é muito mais importante você entender que em cada pessoa as soluções podem ter uma conotação ideológica diferente, mas são soluções. Essa coisa de bandeiras políticas ideológicas, há muito tempo no Brasil serve apenas para esconder incompetência.

NÃO REELEGER FÁBIO É COLOCAR EM RISCO AVANÇOS DE SERGIPE

“Entendo que os resultados do Governo de Fábio Mitidieri justificam uma reeleição. O Estado de Sergipe hoje é melhor do que era quando o Fábio começou e tenho muito orgulho de ter ajudado a colocar isso de pé. Fábio não ser reeleito é colocar em risco esse avanço que Sergipe teve e talvez desperdiçar uma oportunidade histórica”

JLPolítica & Negócio - A sua independência no plano federal obedece a que cálculo e a que convicções então?

AV - É do meu perfil. É por princípio. Eu não gosto de assumir uma condição de ter que fazer aquilo com o que eu não concordo ou subscrever o que eu não aceito. Independência para mim é uma coisa fundamental e é isso que garante a caminhada que faço.

 JLPolítica & Negócio - Por que o senhor acha que Fábio Mitidieri deve ser reeleito governador?

AV - Entendo que os resultados do Governo de Fábio Mitidieri justificam uma reeleição. O Estado de Sergipe hoje é melhor do que era quando o Fábio começou e eu tenho muito orgulho de ter ajudado a colocar isso de pé. Fábio não ser reeleito é colocar em risco esse avanço que Sergipe teve e talvez desperdiçar uma oportunidade histórica. Porque o Estado se aproxima de um imenso ciclo financeiro com a chegada dos investimentos de petróleo e gás com o Sergipe Águas Profundas - SEAP. Essa chegada dos investimentos, que hoje já é realidade, teve uma atuação do Fábio muito presente. Teve de parte da bancada federal e eu participei disso com muito orgulho, e você não pode jogar fora o que o Estado vai receber de arrecadação. O Estado de Sergipe já teve oportunidades parecidas no passado. A gente não pode jogar fora isso. A atuação de Valmir de Francisquinho se limita até o momento à gestão da cidade de Itabaiana, com pontos positivos e negativos. E o mais negativo, sem dúvida nenhuma, é o envolvimento e a consequência de vários processos na esfera criminal e na esfera administrativa.

JLPolítica & Negócio - O senhor guarda algum tipo de arrependimento por não ser um dos dois candidatos oficiais da chapa liderada por Fábio Mitidieri?

AV - Nenhum. A escolha da chapa é exclusiva e unilateralmente do governador de Estado. Nessa construção de chapa, ele tentou por bastante tempo uma composição comigo e com André Moura. Isso, evidentemente, qualquer pessoa que olhasse antes diria que era incompatível. Não tem compatibilidade entre o que eu faço e o que André Moura faz. E a construção política tem um cálculo também. Enquanto eu saio da chapa e mantenho o apoio para Fábio, é absolutamente claro que tanto André Moura quanto Rogério Carvalho estariam no colo do Pato (Pato é o apelido de Valmir de Francisquinho), porque pensam muito mais nas suas carreiras políticas do que no Estado de Sergipe. Enquanto a minha vida foi muito pautada por inquéritos que geraram processos contra corruptos, a de André é pautada por responder a processos de corrupção. Esse é o ponto de ruptura.

JLPolítica & Negócio - O senhor se atribui algum tipo de culpa pela ruptura e por não estar lá ao lado de André Moura?

AV - Eu não posso assumir culpa por ser o que eu sou desde o começo. Eu não surpreendi nem desapontei ninguém. Em nenhum momento eu assumir o compromisso de deixar de fazer aquilo que eu acho certo. 

NÃO FOI BOLSONARISTA NO PRIMEIRO TURNO DE  2018

“Eu fui eleito votando em Marina Silva. Não fui eleito votando em Bolsonaro. Declaro voto em Bolsonaro no segundo turno, quando o eleitor brasileiro escolhe entre ele e Fernando Haddad. Como eu defendi uma mudança, uma alteração de rumos, entendi que era importante dar essa oportunidade para o Bolsonaro” 

JLPolítica & Negócio - No que o senhor teria errado no relatório final da CPI do Crime Organizado para ter sido tão ativamente criticado?

AV -As críticas todas partiram do indiciamento do ministro do Supremo. Essa é a única motivação. O relatório seria aprovado por 6 a 4 não fosse uma intervenção direta da cúpula do Senado, através do Alcolumbre, e do PT, do Governo Lula que pediu e substituiu dois senadores por outros que nunca participaram de nenhuma sessão, que não leram sequer uma linha do relatório e votaram conforme a orientação do líder Jacques Wagner.

 JLPolítica & Negócio - Mas por que nenhum nome ligado aos grandes grupos do crime organizado foi parar no seu relatório?

AV - Eles são citados no relatório. No momento que a gente faz a descrição detalhada das 79 facções que atuam pelo Brasil, três delas de atuação já nacional, duas com mais destaque - Comando Vermelho e PCC - a gente fala do surgimento delas, como elas se estabeleceram e, principalmente, fala como enfrentá-las. Mas não consegui ver utilidade em fazer um gesto midiático de colocar o Marcola ali. O Marcola é um cara condenado a 400 anos de cadeia, está preso há mais de 20 anos. Então isso não traz nada de positivo. O que a gente fez, na história de mais de 200 anos de Senado ninguém nunca tinha feito, foi colocar no papel, de forma inquestionável, os problemas que envolvem figuras fundamentais, que são os ministros do Supremo e o Procurador-Geral da República. Não existe crime organizado sem corrupção, sem infiltração do Estado. E se eu quero combater crime organizado, preciso atacar esse ponto também. Um novo mandato meu continuará nessa mesma disposição de enfrentar essa divergência, porque é fundamental. Quando começo o mandato, lá em fevereiro de 2019, a primeira coisa que faço é pedir para uma Comissão Parlamentar de Inquérito, que ficou apelidada de CPI da Toga, para apurar fatos concretos que envolvem ministros do STF. E de lá pra cá, nada mudou. Esse quadro só piorou. Porque de lá para cá os ministros liberaram a advocacia de parentes, que é proibida por lei, e passaram a ter atuação extremamente incisiva na seara política empresarial.

JLPolítica & Negócio - Nestes quase oito anos no âmbito do Congresso o senhor viu práticas reais de corrupção ou atitudes não-republicanas e lesivas?

AV - O que eu tive provado foi sempre denunciado ao Ministério Público Federal. Mas ouvir e ter a compreensão do ritmo de infiltração da corrupção era muito evidente. Só não era papel meu e nem eu tinha instrumentos para produzir provas. A corrupção, em grande parte, começa nas campanhas eleitorais. Campanhas de custo absolutamente incompatíveis com o teto de gastos, com limites, com a razoabilidade - um cidadão gastar para ser deputado estadual um valor que corresponde a duas ou três vezes dos seus ganhos em quatro anos mostra que tem algo errado. Isso ocorre a olhos vistos e é importante que a Polícia Federal e o Ministério Público comecem a atuar. Quando é que nós teremos uma sociedade ativada para ver isso e combater isso? Quando a gente tiver a construção de lideranças políticas que possam apontar esse mundo. O Brasil vive uma mudança geracional. Essa é a última eleição com a presença de Lula na cédula presidencial. Essa é a última eleição com a presença, mesmo que representada, do Jair Bolsonaro. Então, essa mudança geracional talvez possa trazer para o cenário político nacional alguma coisa diferente e que aponte para mudanças verdadeiras. Sei que, com a fragmentação, com a comunicação digital agressiva e com o uso crescente de desinformação, fake news e inteligência artificial, é sempre muito difícil.

O QUE ESPERAR DOS SERGIPANOS NAS URNAS

“Se o que ele defende é uma política que entrega resultados sem abrir mão da honestidade e do cuidado com o dinheiro do povo, ao longo dos últimos oito anos fizemos isso. Então em 2018 eu era uma promessa, uma aposta e a aposta foi feita por 474.449 sergipanos e agora a gente mostra o prêmio que o sergipano ganhou com aquela aposta”

JLPolítica & Negócio - Haveria algum elo entre um Sergipe supostamente calmo e saneado no campo da segurança pública e as práticas do seu mandato nestes oito anos?

AV - Tem uma ajuda direta com investimentos. São investimentos de mais de R$ 60 milhões que nenhum parlamentar federal na nossa história fez. Tem o apoio institucional, tem a mudança de legislação para que você tenha leis mais eficientes no combate ao crime. Mas esse resultado é consequência, também, de um trabalho de milhares de pessoas. Cada policial civil, militar, perito, cada profissional do Ministério Público, da Justiça, tem uma parcela de participação nesse sucesso que também – e tem essa coisa da liderança política que a gente já falou sobre isso na Entrevista. Então isso vem já há bastante tempo com estabilidade e planejamento. Temos que continuar. Segurança pública, assim como saúde, é investimento e atenção permanente. Hoje Sergipe é o único Estado do Brasil que não tem território dominado por facção. O único. Isso é consequência do trabalho das polícias e exige vigilância permanente, reforço de investimentos, reforço de planejamento e valorização da troca.

BRASIL VIVE O FIM DE UM CICLO

“O Brasil vive uma mudança geracional. Essa é a última eleição com a presença de Lula na cédula presidencial. Essa é a última eleição com a presença, mesmo que representada, do Jair Bolsonaro. Então, essa mudança geracional talvez possa trazer para o cenário político nacional alguma coisa diferente e que aponte para mudanças verdadeiras”

JLPolítica & Negócio - O senhor acha que as classes política, econômica e intelectual estariam compreendendo o instante SEAP que o Estado vive e tudo que poderia vir dele, ou estariam esperando as coisas acontecerem?

AV - Vamos dizer assim: aquelas pessoas com atividade econômica, grandes empresários, do setor ou não, têm a compreensão da importância. O governo atual, de Fábio Mitidieri, tem a compreensão da importância. Mas uma parcela da classe política não acompanha tão de perto, não compreende como isso pode alterar e modificar para melhor a vida dos sergipanos. E o que me deixa mais preocupado: não tem qualificação para poder usar esse dom, essa graça da natureza que Sergipe recebeu. Porque é uma graça você ter no menor Estado da federação um depósito de minerais tão valiosos como esse. Essa falta de preparo sempre para mim é uma preocupação. Hoje eu sei, acompanho, atuo muito de perto, então entendo que o Governo Fábio está preparado para isso. Você tem bons técnicos, bons profissionais que sabem muito bem como desenhar. As manifestações públicas e reservadas que Fábio tem feito sobre como administrar esse valor recebido com a arrecadação, os royalties, enfim, tudo mais, é bastante interessante, porque vai numa linha de criação de fundos, investimento em educação, diversificação da economia, porque isso é o que sustenta o desenvolvimento do Estado a longo prazo. O recurso do óleo e gás tem prazo, vai durar 20 anos ou 30 anos. E o Estado de Sergipe, com fé em Deus, vai estar aí para sempre. Quando se fala em intelectual, refere-se a academia, as universidades, a classe pensante e da ausência de um contexto, digamos assim. Mas temos as universidades, em destaque a Federal e a UNIT, próximas desse processo, com bons profissionais atuando ali. E a gente vem fazendo investimentos junto com o Governo do Estado, através do mandato, para fortalecer a qualificação de mão de obra, para que esses mais de 20 mil empregos que vão ser criados num curto espaço de tempo sejam preenchidos com gente daqui. Ou a gente qualifica a população sergipana para abraçar esses empregos, que são empregos qualificados e de boa remuneração, ou vem todo mundo de fora e ocupa essas vagas.

Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolitica com br

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Susane Vidal inicia um novo capítulo de sua história

Entrevista compartilhada do site do JORNAL DA CIDADE, de 2 de agosto de 2026 

Susane Vidal: da credibilidade no jornalismo ao desafio de representar Sergipe em Brasília

Susane fala sobre a decisão de ingressar na vida pública, o manifesto "O Sergipe que a gente quer começa com respeito", o simbolismo do blazer que marcou sua convenção e a experiência de percorrer os municípios sergipano

Depois de quase três décadas de uma trajetória consolidada no telejornalismo sergipano, Susane Vidal inicia um novo capítulo de sua história. Recém-homologada como candidata a deputada federal pelo Republicanos, ela leva para a política a experiência construída ao longo de anos dedicados à escuta da população. Nesta entrevista ao Caderno Social, Susane fala sobre a decisão de ingressar na vida pública, o manifesto "O Sergipe que a gente quer começa com respeito", o simbolismo do blazer que marcou sua convenção e a experiência de percorrer os municípios sergipanos, entrando nas casas das pessoas para ouvir suas histórias, conhecer de perto sua realidade e compreender, além das estatísticas, os desafios, os sonhos e as expectativas de quem vive Sergipe todos os dias. 

JCSOCIAL - Após quase 30 anos no telejornalismo, você oficializou sua candidatura na convenção do Republicanos. O que a levou a transformar a experiência como jornalista em um projeto de vida pública?

SUSANE VIDAL - Eu sempre digo que não deixei de ouvir as pessoas, apenas mudei o lugar de onde posso agir. Durante quase três décadas no jornalismo, conheci de perto as dores, os desafios e a força do povo sergipano. Em muitos momentos, contei histórias que precisavam de solução. Chegou um momento em que senti que apenas noticiar já não era suficiente. Quero levar essa experiência de escuta, diálogo e compromisso para um espaço onde seja possível construir soluções e representar as pessoas.

JCSOCIAL - O manifesto "O Sergipe que a gente quer começa com respeito" já ultrapassou a marca de cinco mil assinaturas. O que esse apoio representa para você e o que ele revela sobre o momento que Sergipe vive?

SUSANE VIDAL - O manifesto nunca foi sobre mim. Ele nasceu para ouvir as pessoas e entender quais valores elas querem ver na política. O respeito foi o ponto de partida porque acredito que é dele que nascem o diálogo, as boas decisões e a capacidade de unir pessoas em torno de um propósito comum. Cada assinatura tem um rosto, uma conversa e uma história. Mais do que um número, essas mais de cinco mil assinaturas mostram que existe muita gente querendo participar da construção de um Sergipe melhor.

JCSOCIAL - O blazer usado na convenção chamou a atenção por trazer nomes de pessoas que acreditam no manifesto e pelo processo criativo, que você compartilhou nas redes sociais. Como surgiu essa ideia e qual é o simbolismo dessa peça para a sua candidatura?

SUSANE VIDAL - A ideia era mostrar que ninguém constrói um projeto político sozinho. Ele não foi pensado como uma peça de roupa, mas como um símbolo. Ele reúne os nomes das pessoas que acreditaram no manifesto antes mesmo de existir uma campanha. Cada nome representa confiança, incentivo e esperança. Compartilhar o processo de criação nas redes sociais também foi uma forma de mostrar que tudo foi pensado com muito significado, valorizando quem caminhou comigo desde o começo. Eu não visto apenas um blazer, visto a confiança de muitos sergipanos. Digo sempre que ele é o meu manto da confiança.

JCSOCIAL - Desde que deixou a bancada da TV, você tem percorrido o estado e ouvido a população de perto. Quais são as principais demandas e sentimentos que mais têm aparecido nessas conversas?

SUSANE VIDAL - As pessoas querem ser ouvidas de verdade. Elas falam sobre saúde, educação, segurança, geração de emprego e oportunidades para os jovens, mas também falam sobre respeito. Existe um desejo muito grande de voltar a acreditar na política como um instrumento de transformação. Tenho encontrado pessoas que querem participar, apresentar ideias e construir soluções. Essa caminhada só reforçou a convicção de que ninguém conhece melhor os problemas de Sergipe do que quem vive essa realidade todos os dias.

JCSOCIAL - Quem é a Susane que o público conhecia na televisão e quem é a Susane que as pessoas estão descobrindo agora, nas ruas e durante essa caminhada política?

SUSANE VIDAL - A essência é a mesma. Continuo sendo uma pessoa que acredita no diálogo, na responsabilidade e no respeito. Talvez agora as pessoas estejam conhecendo um lado mais pessoal: a professora, a mulher que gosta de conversar, de ouvir histórias e de aprender com as pessoas. A televisão me permitiu entrar na casa dos sergipanos todos os dias. Agora, tenho a oportunidade de entrar pela porta da frente, sentar, ouvir e construir esse caminho junto com elas. Acho que essa é a maior diferença: hoje, além de contar histórias, quero ajudar a escrever novos capítulos para Sergipe.

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade net/jc-social

sábado, 16 de maio de 2026

'Os Caminhos de Sergipe', por Antonio Samarone

Imagem compartilhada do Facebook/Valmir de Francisquinho e 
postada pelo blog, para ilustrar o presente artigo.

Artigo compartilhado do site do JORNAL DO DIA SE, de 16 de maio de 2026

Os Caminhos de Sergipe
Por Antonio Samarone *

O historiador Wanderlei Menezes, me cobrou uma explicação: a que se deve essa popularidade de Valmir de Francisquinho?

Convenhamos, talvez não exista uma resposta, ou existam várias.

Ele provocou, releia Maquiavel, vá aos clássicos. Eu fui…

Para Maquiavel, virtù e fortuna são conceitos centrais e complementares para o sucesso político. A virtù é a habilidade, inteligência, astúcia e capacidade de ação do governante, enquanto a fortuna representa a sorte, o acaso ou circunstâncias imprevisíveis. A virtù permite ao político dominar ou adaptar-se à fortuna para manter o poder.

Valmir apreendeu a política na escola itabaianense, onde nada é fácil. A disputa é acirrada. O eleitor precisa ser conquistado, corpo a corpo, porta a porta, olho no olho, até na intimidade. Valmir e o povo se entendem, mesmo em silêncio, com um sorriso, um abraço. Essa é a virtú de Valmir.

Segundo os modernos marqueteiros: isso acabou! A virtú atual é usar bem as redes sociais, memes, fakes, algoritmos. Os políticos tradicionais descem mais fundo: a virtú é dinheiro, para comprar o voto. O resto é conversa fiada.

Sobre a momento político:

Sergipe vive uma carência de grandes líderes. Entre 1982 e 2013, Sergipe foi governado por 4 políticos (João, Albano, Valadares e Déda). Não deixaram herdeiros políticos. Com a morte precoce de Marcelo Déda, abriu-se um vazio, um vácuo político, até agora não preenchido.

O atual grupo político, governa Sergipe há 40 anos. Entraram com Jackson, na Prefeitura do Aracaju, em 1986. Carregavam a bandeira de combate as oligarquias. Tornaram-se oligarquias palacianas. O Estado entrou em decadência.

A eleição se aproxima e eles não têm projetos, nem líderes, nem a confiança do Povo. A política não suporta vácuos. Essa é fortuna (sorte) de Valmir. O cavalo está selado!

Pela primeira vez na história de Sergipe, o projeto político vem do interior. O sucesso na gestão de Itabaiana, credenciou Valmir como um bom gestor. Itabaiana é uma locomotiva econômica bem-sucedida. Os sergipanos enxergam.

Enquanto o estado definha, se apequena, a economia desaba, os serviços públicos não funcionam (os corredores do Hospital João Alves, são uma prova), enquanto o povo corre atrás do carro-pipa, o governo oferece festas (circo).

O economista sênior da UFS, Dr. Ricardo Lacerda, acaba de publicar “A economia de Sergipe no primeiro quarto do século XXI”. A propaganda foi desmontada. Sergipe patina economicamente. Nenhum projeto viável, tudo cosmético. Sergipe afundou.

O doutor Lacerda não é nenhum esquerdista, nem faz oposição ao governo. Pelo contrário, o doutor é assessor palaciano desde o governo Déda. Homem de confiança do poder. Entretanto, o doutor Lacerda é um cientista, não podia falsear a realidade.

Meu amigo Wanderlei, é essa a minha explicação para a popularidade de Valmir.

Se dependesse somente do voto popular, a eleição estava decidida. Contudo, o poder serve a muita gente. Esses, lutarão com todas as forças, lícitas e ilícitas, para não deixarem os mimos e as sinecuras.

Já começaram o vale-tudo. Pegaram uma fala de Valmir, tiraram do contexto, e saíram a bradar aos quatro cantos: Valmir é machista! Valmir não quer mulher em cargos públicos! Valmir odeia as mulheres! Valmir é um feminicida!

O que Valmir disse na entrevista foi que a sua esposa não seria candidata.

Não importa que as mulheres sejam maioria no secretariado de Itabaiana, não importa que a vice seja mulher, não importa que o seu maior apoio, seja a Prefeita do Aracaju, uma mulher.

Numa era da pós-verdade, o fake tem mais força que os fatos. Não importa, vão botar defeito em Valmir, mesmo conscientes que estão mentindo. As redes sociais são abertas, cada um fala o que quer.

Na política, como na guerra, quem primeiro sofre é a verdade. Quem acha que a elite sergipana será derrotada com facilidade é um tolo.

---------------------------

* Antonio Samarone, médico sanitarista

Texto reproduzido do site: jornaldodiase com br

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Susane Vidal, sinalizando entrada na política

Susane Vidal: “agora é seguir. Parar não é opção. 
Retroceder jamais. Tem muita coisa pela frente”

Artigo compartilhado do site JLPOLÍTICA, de 15 de Mai de 2026

“O propósito agora é representar o que o sergipano de fato quer”, diz Susane Vidal, sinalizando entrada na política

Por Jozailto Lima * (Coluna Aparte)

“Porque como jornalista a gente tem um limite, né? Agora eu posso fazer mais. Agora eu posso de fato representar o sergipano”. Ao que tudo - e agora até ela mesma indica -, Susane Vidal vai de fato entrar para a política.

Em mais um vídeo publicado em suas redes sociais, dessa vez na noite desta quinta-feira, 14, a jornalista e agora ex-apresentadora do noticioso SE1 anunciou sua saída da TV Sergipe, sua casa por quase 30 anos.

Quem acompanha o perfil da apresentadora nas redes já notou que o tom mais formal e reservado vem dando lugar a vídeos mais desenvoltos e expositivos, mais um alerta da mudança de rumo da jornalista.

“As pessoas se acostumaram a me ver na TV. Eu me acostumei a ver as pessoas através da câmera também”, diz ela reforçando a imagem conhecida pelos sergipanos há décadas.

“Agora eu quero estar realmente dentro da casa das pessoas, não apenas pelo aparelho de TV. Eu quero entrar pela porta da frente. Eu quero conversar e também dar oportunidade às pessoas de me conhecerem”, diz ela.

Filiada ao partido Republicanos desde o mês passado, Susane não dava declarações sobre seu futuro por ainda ter contrato com a emissora afiliada à Rede Globo, que proíbe veementemente a ligação entre jornalismo e políticos.

Agora de saída da TV Sergipe, a jornalista mostra um tom de conversa e sinaliza um “novo jeito” de conhecer as pessoas. “Noticiar apenas já não basta, agora o propósito é justamente fazer algo maior representar esses anseios. O propósito agora é representar o que o Sergipano de fato quer”, diz ela.

“Eu quero conhecer essas pessoas que passaram anos e anos me assistindo. Eu não sou de casa? Permita entrar em sua casa”, diz a jornalista.

O possível cargo de disputa e quando essa pré-candidatura será lançada ainda não foram revelados, mas pode-se dizer que o status de pré-candidata passou de possível para provável.

-------------------------

* Jozailto Lima - É jornalista há 43 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica

Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolitica com br

terça-feira, 5 de maio de 2026

DOMINGUEIRA > Por Narciso Machado

Legenda da foto: Fabio Mitidieri e Valmir de Francisquinho

Publicação compartilhada do site FAN F1, de 3 de maio de 2026 

Opinião não é crime: entre Mitidieri e Valmir, eu fico com a realidade

Domingueira, por Narcizo Machado

Permitam-me trazer este texto cem por cento em primeira pessoa para refletir sobre algo grave que sempre permeou o trabalho da imprensa, mas que tem uma gravidade maior nos tempos atuais e que, por trás, resguarda o viés do desrespeito à liberdade de expressão.

Na semana passada, no auge da crise com a Iguá e diante do suposto boicote, lancei mão da opinião de que o fato isolado não apagava os problemas anteriores. A oposição se deleitou e compartilhou.

Dias depois, trago a revelação de que, no processo criminal que envolve o caso do matadouro contra Valmir, há o depoimento de um suposto laranja que recebeu quase R$ 100 mil em depósitos e não reconhece a compra de um terreno registrado em cartório.

Oposição e situação contrariadas em uma mesma semana.

E qual é a minha visão sobre o pleito atual?

Vejo Fábio Mitidieri como um bom governador. Não temos o Sergipe dos sonhos, mas temos, nos últimos quatro anos, avanços em todas as áreas. Os dados oficiais não desmentem essa constatação.

E a Iguá? Uma empresa que prometeu solução em cinco anos. Fato é que temos problemas pontuais, mas as soluções estruturais só virão no médio prazo. E a oposição, fazendo seu papel, cria o discurso do caos.

E na oposição, não tem o que elogiar? Claro que tem. Já disse e repito, mesmo com alguns só lendo e ouvindo o que querem: Valmir é o maior líder popular da história recente da política sergipana.

Francisquinho fez dois grandes governos em Itabaiana. O atual, do qual já se afastou, não teve grandes resultados. E ainda devemos pôr na conta dele o governo do aliado Adailton Souza, pois ele influía bastante.

E Ricardo Marques? Apesar da tímida pré-campanha, Ricardo é um exímio comunicador e pode dar trabalho com sua nova roupagem bolsonarista. Como vereador de oposição, foi um grande parlamentar e tem seu fã-clube na sociedade.

Uma constatação não anula a outra.

E qual é o motivo desta análise? É que já sofri, neste ano de 2026, duas provocações incômodas e, o pior, vindas de amigos. Ambas em locais públicos e feitas para gerar constrangimento. Tudo porque discordam das minhas opiniões e querem me enquadrar em suas visões de mundo.

Isso revela, repito, uma ausência de respeito pela liberdade de expressão. Ter opinião não é crime e nem me faz melhor ou pior que nenhum cidadão. O cidadão que me lê, ouve e segue nas redes sociais pode discordar de mim, exercendo seu direito inviolável, só não pode me agredir motivado pela divergência.

Essa é uma Domingueira de desabafo e apelo. Eu digo e escrevo sobre o que acredito. Peço apenas respeito.

Quem tenta calar a opinião não quer construir a verdade. Quer impor versão. E isso, definitivamente, não é jornalismo nem democracia.

Texto e imagens reproduzidos do site: fanf1 com br

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

'Ganhos e ganhos da eleição de Aracaju. Ah, e algumas perdas!', por Jozailto

Danielle Garcia: “Só sei que entrei e não tem mais como sair da política partidária”

Publicado originalmente no site JLPOLÍTICA, em 30 de novembro de 2020

Ganhos e ganhos da eleição de Aracaju. Ah, e algumas perdas!
Por Jozailto Lima *

O primeiro e maior de todos os ganhos é o de quem levou para casa o mandato de quatro anos. Esse era um troféu contra o qual se debaterem, no começo, 11 candidatos, mas no final restaram apenas Edvaldo Nogueira, PDT, e Danielle Garcia, Cidadania.

Os 11, e depois Edvaldo e Danielle, enfrentaram uma campanha atípica, sob o crivo de uma pandemia de coronavírus que já matou quase 180 mil brasileiros e inibiu os passos das campanhas.

Por medo das consequências da Covid-19, doença provocada pelo coronavírus, uma montanha de 112.597 eleitores aracajuanos deixou de ir às urnas no domingo, dia 29.

Isso corresponde a bem mais de um quarto dos eleitores da capital de Sergipe, que são 404.901. Exatos 27,81% se abstiveram de ir às urnas.

Outro dado curioso: as abstenções deste ano renderam 37.344 ausências a mais do que as de 2016, quando Edvaldo Nogueira se elegeu também segundo turno.

Ali, somente 75.253 eleitores deixaram de comparecer às urnas - ou 18,94%. Estes 37.344 a mais equivalem a um colégio eleitoral superior ao de 69 dos 75 municípios do Estado.

Ficariam de fora desse quantitativo apenas a capital, mais Socorro, Lagarto, Itabaiana, São Cristóvão e Tobias Barreto. Os demais, todos têm menos de 37.344 eleitores.

Dentro deste contexto, Edvaldo Nogueira se reelegeu com um uma votação nominal apenas levemente superior à de quatro anos atrás: somente 4.552 votos. Foram 146.271 de 2016 contra os 150.823 de agora.

Mas, sua votação proporcionalmente à da pessoa a quem ele venceu agora foi maior do que a do vencido em 2016. Naquele ano Edvaldo saiu do segundo turno com 52,11% e Valadares Filho, PSB, com 47,89%. Agora, ele obteve 57,86% e Danielle Garcia, encolheu a 42,14%.

Estes 42,14% da candidata do Cidadania a fazem desidratada diante da votação daquele a quem Edvaldo venceu em 2016, Valadares, que obteve ali 134.435 votos.

Os 109.886 de Danielle Garcia este ano deixam-na 40.957 votos atrás da votação de Edvaldo Nogueira. Mire a big diferença: Edvaldo vence a Valadares há quatro anos com apenas 11.836 de frente - claro que isso não justificaria aquela telefonada amarela de Jackson Barreto para ela. JB precisa parar com isso. Um derrotado eleitoral é um vencido de guerra, a quem todos os códigos de ética e de elegância exigem respeito e até piedade.

Mas essa volumosa diferença de Edvaldo sobre Danielle na comparação com a vitória dele sobre Valadares Filho atesta algumas constatações quase que óbvias. A principal delas é a de que ter feito de Valadares Filho candidato a vice-prefeito de Danielle foi uma inversão de pesos sem precedentes. Um quase crime político, viu senhora delegada.

E, segundo, uma vez cometido esse erro de cálculo, a campanha de Danielle Garcia jamais poderia incorrer noutro erro, que foi o de sacudir Valadares Filho para debaixo do tapete, pisar-lhe no cangote e asfixiá-lo, tapando o suspiro.

Faltou ação de conselheiros políticos nesse caso - a não ser que a intenção seja exatamente esta: a de reduzir Vavazinho ao pó do nada, para não tê-lo como um obstáculo futuro.

A consequência foi que com Valadares Filho apagado sob a arrogância e a falta de rumo da campanha da candidata do Cidadania, Danielle saiu do segundo turno com 24.569 votos a menos do que o que ele obtivera quatro anos antes contra o mesmo Edvaldo Nogueira.

Possivelmente isso reflita e traduza um erro da estreante política que é Danielle Garcia em consórcio com as fragilidades de outro neófito e arrogante caído do céu da política há dois anos, que é o senador Alessandro Vieira, Cidadania, o paraninfo dela.

Mas de erros fazem-se acertos. Aparadas as arestas do seu violento discurso verbal e corporal de xerife, Danielle Garcia é, a partir de agora, um corpo político bem visível e tem méritos plausíveis. Gostando ou não, ninguém pode negá-la.

Danielle está certa em seu discurso de agradecimento nas cinzas da derrota: “Mais de 109 mil pessoas desejaram mudança. Então vejo como um bom resultado para quem está entrando na política agora. Vou tirar 10 dias de férias e descansar. Depois podemos conversar sobre o futuro político. Só sei que entrei e não tem mais como sair da política partidária. Vejo como uma missão de transformar as pessoas”, disse ela no domingo. E disse bem.

Ademais, num Estado que dia a dia vem sepultando biológica e politicamente alguns mitos políticos, é mais do que necessário que surjam novos nomes. E se for do gênero feminino, melhor ainda.

* É jornalista há 37 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolitica.com.br

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Sergipe perdeu 10 ex-governadores para a morte em menos de 20 anos

Marcelo Déda: único entre os 10 a morrer no mandato, em 2 de dezembro de 2013

Publicado originalmente no site JLPOLÍTICA, em 26 de novembro de 2020

Sergipe perdeu 10 ex-governadores para a morte em menos de 20 anos

Nos últimos 20 anos - estas duas primeiras décadas deste milênio -, o Estado de Sergipe perdeu 10 ex-governadores para a morte, com um deles indo-se em pleno exercício do mandato.

Foram, pela ordem de partida, Luís Garcia e João Andrade Garcez - em 2001 -, Augusto Franco - em 2003 -, Celso de Carvalho - em 2009 -, Arnaldo Garcez - em 2010 -, Seixas Doria - em 2012 -,  Lourival Batista e Marcelo Déda - em 2013 -, este último, o que estava no exercício de um segundo mandato obtido em 2010, Paulo Barreto Menezes - em 2016 - e, esta semana, dia 24, partiu João Alves Filho.

É um número muito alto que, sem dúvida, produz uma lacuna na história de gestores deste Estado. “É claro que esta gama de mortes em 20 anos empobrece o Estado. Qualquer figura qualificada que se vá, naturalmente empobrece a comunidade à qual servia, e todas estas eram qualificadas”, diz o professor aposentado da UFS, escritor e pesquisador Jorge Carvalho do Nascimento.

No entanto e por outro lado, há quem ache que isso tenha ensinado ao povo e às instituições a respeitarem a importante memória dos ex-gestores do lugar - isso se aplicaria somente se o parâmetro não forem inexistência de memoriais, museus, panteões e outros que tais a avivarem memória de gente ida.

Pelo menos é nesse avivamento que acredita o cientista político Helder Teixeira. “Sergipe tem uma memória, um respeito e um zelo pela história dos seus ex-governadores. Todos são devidamente reverenciados. Principalmente Augusto Franco e João Alves, porque foram aqueles governadores que se concentraram mais na questão de desenvolvimento e da infraestrutura”, avalia cientista político Helder. Esta não é uma visão consensual. “Sergipe não cuida bem da memória dos seus ex-governadores”, contrapõe Jorge Carvalho.

Para Helder Teixeira, Marcelo Déda procurou enfrentar mais questões de ordem social. “O que reflete a mentalidade e a geração de cada um deles”, ressalta Helder. Porém, apesar da linha de atuação adotada por cada um, o que restou deles no imaginário sergipano é bem preservado, segundo o cientista político.

“Mesmo pequeno em território e em número de eleitores, Sergipe, com estes três governadores, sempre teve mais destaque nacional que Estados como o Piauí, o Rio Grande do Norte, a Paraíba e Alagoas, por exemplo. Falo em relação a destaques e presença na imprensa e junto ao Governo Federal”, argumenta Helder, referindo-se a Augusto Franco, Marcelo Déda e João Alves. Isso, sem dúvida, é um alento em meio à dor da perda de mais um representante do povo.

O Estado de Sergipe tem três ex-governadores vivos - Albano Franco, que fez 80 anos no domingo passado, 22 de novembro; Antônio Carlos Valadares, de 77 anos, e Jackson Barreto, de 76. Belivaldo Chagas, de 60 anos - ele é de 19 de abril de 1960 -, como está reeleito, é atual e já ex-governador ao mesmo tempo. Mas no dia 1º de janeiro de 2023 ele será somente um ex.

Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolitica.com.br

quarta-feira, 25 de julho de 2018

“Lugar de mulher é na política”, defende Sônia Meire

Pré-candidata ao Senado critica atual cenário político

“Lugar de mulher é na política”, defende Sônia Meire

Por Fredson Navarro 
  
A professora aposentada Sônia Meire é uma aposta do PSOL para conquistar uma das vagas do Senado nas eleições deste ano. Sônia já foi candidata ao Governo de Sergipe e à Prefeitura de Aracaju, defende que a mulher deve ter espaço na política e critica Belivaldo Chagas e Jackson Barreto. Apesar de ser conhecida no estado após as eleições de 2014, Sônia começou na política desde a sua adolescência.

“Desde os 14 anos que tenho uma militância política, das comunidades eclesiais de base a partidos clandestinos nos anos 70. Depois continuei na luta sindical e nos movimentos sociais em especial pelo direito à terra. Na realidade é pelo processo de construção das lutas que nosso nome chega para participação nas eleições como ocorreu em 2014 a única mulher candidata ao governo de Sergipe, depois à prefeitura de Aracaju , em 2016, e agora pré-candidata ao Senado. A mulher sempre foi sub representada na política e nós estamos enfrentando essa condição histórica a qual fomos colocadas para reverter essa situação e estimular outras mulheres a participarem da disputa também nas eleições. Lugar de mulher é na política”, garante.

A pré-candidata foi professora da Universidade Federal de Sergipe e professora da rede estadual onde atuou como pedagoga antes de passar no concurso da UFS. “Participei também da coordenação nacional de educação do Campo no Incra E MDA, e cheguei a ser secretária Adjunta no Governo Marcelo Déda na Secretaria de Estado da Inclusão Social durante dois anos, quando ainda estava filiada ao PT”, recorda

Mulher na política

Sônia Meire disse que mulheres socialistas que defendem uma transformação radical da sociedade devem colocar os nomes à disposição da classe para defender os interesses desta e não interesses privados.

“Nós, mulheres somos maioria da população, mas o ocupamos a menor fatia no mercado de trabalho, como os menores salários e, se formos mulheres negras, a situação ainda é pior. Os homens ganham três vezes mais que as mulheres brancas e negras. É crescente o número de famílias chefiadas por mulheres, mas não há políticas públicas adequadas para reduzir a vulnerabilidade das mulheres que sofrem com o machismo e a ausência de condições para produzir e construir a sua família”, alerta.

A pré-candidata ao Senado disse que em casos de machismo continuam sendo registrados com frequência. “As mulheres continuam sendo mortas por serem mulheres na maioria por companheiros ou ex-companheiros, chegando a aproximadamente 5 mil mortes por ano no Brasil (2011). Esses não são temas que tenham a devida atenção em nossa sociedade de base patriarcal. Menos de 10% das câmaras de vereadores, assembleias legislativas e câmara federal são ocupadas por mulheres”.

Até o momento, Sônia é a única pré-candidata ao Senado neste ano, a vereadora Emília Corrêa desistiu de entrar na disputa. “No Senado a situação é ainda mais gritante. O perfil é de homens brancos oriundos da velha política da oligarquia e dos grandes interesses do capital. Em Sergipe, não é diferente. O Senado tem sido ocupado por homens em sua maioria que se encastelam para defender suas aposentadorias e retirar nossos direitos com práticas as mais expurias. A decisão sobre meus e políticas que afetam as mulheres no Brasil sempre foram feitas por homens, inclusive, sobre os direitos sexuais e reprodutivos. Por isso, é necessário ter mulheres em todos os espaços da política”, incentiva.

Alianças

O PSOL nacionalmente fez aliança com o PCB , MTST e APIB para as eleições deste ano. “Aqui em Sergipe estamos em construção de uma aliança com PCB e com MTST. Nosso arco de fianças está no campo da esquerda também com os movimentos sociais”.

Sônia faz uma avaliação do cenário político e afirma que a situação é bastante preocupante. “Primeiro porque todos os pré-candidatos a governo até o momento, exceto o PSOL, estão vinculados à política do golpe e em alguns momentos, defendeu o impeachment . Também tem profundos vínculos com a retirada de direitos contra os trabalhadores”, lamenta.

“Grupos que controlam a política conservadora ou de centro esquerda que não pode sustentar a defesa da nossa classe, nem da população ao negra, das mulheres e da juventude. São grupos que apresentam pré-candidatos mais jovem, mas todos presos à velha política de vínculo com os grandes empresários. O toma lá, dá cá. Não oferecem nenhuma renovação ou segurança para os eleitores. Além de projetos que defendem o extermínio da população negra e pobre. Por outro lado, uma parte da esquerda não consegue se afastar do projeto de conciliação de classe que não tem ajudado aos mais pobres, desempregados e a própria juventude ter esperança na sua capacidade de organização e luta. Nossa participação nas eleições devem fundamentalmente debater esses projetos e a urgente necessidade de construir um outro alternativo e com a força dos debaixo”, explica.

Sônia Meire faz uma avaliação do atual cenário político em Sergipe. “Belivaldo Chagas (PSD) e Jackson Barreto (PSDB) aumentou o fosso entre os mais ricos dos mais pobres. Vem destruindo os serviços públicos e as condições de vida dos servidores, desinvestimento aumentando o desemprego, isenta impostos dos grandes e cobra dos impostos aos que ganham menos. Coloca a nossa vida em risco a partir do pouco investimento ou quase nenhum em áreas estratégicas como saneamento, moradia, saúde e educação. É responsável pelo aumento da violência em todo estado. Um governo braço do golpista do Temer”.

“Quero ser eleita senadora para lutar por revogar todas as contra reformas do Governo Michel Temer, incluindo a lei das terceirizações”, finaliza.

Texto e imagem reproduzidos do site: cinform.com.br