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quinta-feira, 15 de junho de 2023
terça-feira, 13 de junho de 2023
Os covardes nunca estão na linha de frente!
Crédito da Foto: Flickr Exército Brasileiro
Publicação compartilhada do site CANAL MY NEWS, de 11 de junho de 2023
Os covardes nunca estão na linha de frente!
É inadmissível que a legislação brasileira não considere crime um presidente sair fugido do país, em pleno exercício do mandato.
Por General Santos Cruz
De todas as instituições que Bolsonaro prejudicou e desgastou, a que mais sofreu, e vem sofrendo, é o Exército Brasileiro.
Entre erros e acertos, que acontecem em todos os governos, as áreas que Bolsonaro mais teve êxitos foram: conflito; desrespeito; extremismo; desgaste das instituições; e até do pessoal mais próximo, como o Ajudante de Ordens e alguns auxiliares diretos. Ele teve, também, muito sucesso como cabo eleitoral do seu opositor, sem tirar o mérito próprio do atual presidente.
No show de besteiras sempre foram embutidas fanfarronices como: meu Exército; discursos inoportunos de cunho político em cerimônias militares; inúteis e ridículas flexões de braço; entre outras. Sem contar o sequestro das cores e símbolos nacionais, camiseta da seleção brasileira, passeios de jet-ski e “motociatas”, até a idiotice do “imbrochável”.
A partir da derrota nas urnas foram estimulados os tais acampamentos em frente aos quartéis para pressionar o Exército a tomar uma decisão política descabida. Quando isso não ocorreu, iniciou-se um grande volume de críticas ofensivas e até criminosas ao Exército e a seus oficiais em função de comando. Opiniões positivas e negativas são absolutamente normais. Mas o que se viu e se vê, são críticas originadas por oportunismo e fanatismo político, frustrações pessoais, “heroísmo” de internet, falta de noção de disciplina, de respeito, e de limites do que é liberdade de opinião.
Alguns covardes e inconsequentes queriam que, depois de um processo eleitoral, dois turnos e um candidato eleito, o Exército impedisse o prosseguimento normal da vida nacional tomando uma decisão política absurda. Essa tentativa de transferência de responsabilidade é a mais profunda traição já sofrida pelo Exército. A milícia digital foi fundamental para esse processo criminoso de manipulação da opinião.
Depois de perder a eleição, por medo de assumir suas responsabilidades, Bolsonaro entrou numa omissão inaceitável, ficando cerca de dois meses em chilique político, vitimização, choradeira, com aparições grotescas, que a milícia digital tentava transformar em mensagens enigmáticas para os acampados em frente aos quartéis, em especial em Brasília, prometendo uma decisão fantástica iminente. E a gangue da internet fazendo o trabalho de mantê-los na posição.
Nenhum dos covardes e fanfarrões que atacavam e atacam atualmente o Exército teve coragem de ir até junto daquelas pessoas acampadas na frente dos quartéis. Os covardes nunca estão na linha de frente! Eles estão sempre escondidos nos seus gabinetes, nas suas imunidades, na internet, nos grupos de redes sociais, no anonimato etc. Eles empurram a massa de manobra para fazer besteiras. Os manipulados e os inocentes úteis que se acertem com a Justiça!
As autoridades de nível político com obrigação de fazer uma orientação clara e honesta aos acampados eram o Presidente da República e o Ministério da Defesa, e não o comandante do Exército. Este é uma autoridade operacional, integrante da própria Força que, apesar de nomeados pelo Presidente da República, não têm função política. O Presidente se omitiu, deixou que alguns fanáticos e a milícia digital manipulassem a ideia de transferência de responsabilidade que era dele, Presidente, para o Exército. O Ministério da Defesa não se manifestou e não defendeu o Exército. O comandante se manteve em atitude disciplinada e não quis se dirigir diretamente à população, ultrapassando o Ministério da Defesa e o Presidente da República. O Exército não cedeu à pressão. O Exército engoliu essa barbaridade em nome da disciplina e da institucionalidade.
Decisão política é da responsabilidade do Presidente da República e não do Exército. Mas o Presidente ficou sorrateiramente em silêncio até fugir do país para passear por três meses nos EUA. É inadmissível que a legislação brasileira não considere crime um presidente sair fugido do país, em pleno exercício do mandato. Quando fugiu, Bolsonaro não teve nem a consideração e o respeito de se dirigir aos acampados e dizer-lhes que voltassem para suas casas, que a expectativa deles não iria se realizar, que não era uma decisão da competência do Exército …. e que ele iria passear em Miami! Essa foi a apoteose da covardia! Mas a milícia digital arrumou logo as “justificativas” para a fuga covarde.
Atacar o Exército não é o caminho para a solução dos muitos e graves problemas nacionais. Isso é simplesmente oportunismo e covardia!
Texto e imagem reproduzidos do site: canalmynews com br/colunistas
General acusa bolsonaristas e ex-ministro da Defesa...
Publicação compartilhada do BLOG DO ORLANDO TAMBOSI, de 12 de junho de 2023
General acusa bolsonaristas e ex-ministro da Defesa: "A mais profunda traição da história do Exército".
Pela primeira vez o ex-titular da Defesa, general Paulo Sérgio, é acusado publicamente por colega de omissão nos fatos que levaram ao 8 de janeiro; Santos Cruz apontou ainda para Bolsonaro e seus assessores palacianos e concluiu: ‘Os covardes nunca estão na linha de frente’. Marcelo Godoy para o Estadão:
Pela primeira vez, o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, então ministro da Defesa de Jair Bolsonaro, foi acusado no domingo, dia 11, publicamente por um colega de farda de omissão no episódio que levou à intentona do dia 8 de janeiro, em Brasília. E quem o fez é o também general e ex-ministro de Bolsonaro Carlos Alberto dos Santos Cruz.
“Quem tinha que defender as Forças Armadas, no nível político, era o Ministro da Defesa”, afirmou à coluna. Sobre os demais generais palacianos, entre eles Walter Braga Netto, Santos Cruz afirmou que, no caso dele, e dos demais “ficava por conta da iniciativa de cada um” agir contra ação golpista, “o que nunca se concretizou”.
Há três semanas, generais da ativa e outros militares deixaram claro seu descontentamento com o papel desempenhado por colegas de farda no ataque às sedes dos Três Poderes, em Brasília. Classificavam como “desleal” a conduta dos colegas bolsonaristas que tentaram incitar coronéis com comando de tropa a ultrapassar os generais que se recusavam a dar o golpe contra posse de Luiz Inácio Lula da Silva.
As críticas, no entanto, evitavam apontar nominalmente os colegas, exceto nos casos em que a disciplina foi esgarçada de forma intolerável, e o xingamento a colegas de turma e a oficiais generais foi feito de forma pública, para além dos muros das casernas. Esse seria o caso de coronéis como Adriano Testoni e José Placídio Matias dos Santos, que alegam inocência.
Depois de fechar suas redes sociais em 2 de fevereiro, o Exército decidiu reabri-las em 30 de abril. Tornou-se alvo de uma campanha gigantesca de radicais bolsonaristas. No Congresso, deputados afinados com o antigo governo, como Ricardo Salles (PL-SP) chegou a dizer que investir nas Forças Armadas seria “desperdício de dinheiro público”.
Durante um mês espoucaram aqui e ali manifestações de militares que buscavam defender a instituição e esclarecer o público sobre o “papel do Exército nos fatos”. Mas até então ninguém apontara o dedo publicamente para os generais palacianos que acompanharam Bolsonaro nos últimos meses de seu mandato.
Esse tabu caiu ontem, enquanto se comemorava o Dia da Marinha, em Copacabana, no Rio. É inevitável a comparação nessa mesma Avenida Atlântica entre o público de ontem e o de 7 de setembro de 2022, quando as fronteiras entre um desfile militar e um ato de campanha eleitoral se esvaneceram até quase sumir. Se milhares lotavam a orla naquele dia e assistiram à passagem da esquadra, ontem, o carioca parecia mais disposto a fazer seu cooper sem dar atenção à banda dos Fuzileiros Navais e aos seus blindados, que tanta polêmica causaram em 2021, no dia em que o Congresso rejeitou a PEC do Voto Impresso.
“Os covardes nunca estão na linha de frente”, escreveu o general Santos Cruz. Seu artigo foi publicado no canal MyNews. Ex-ministro de Bolsonaro e, depois, um de seus maiores críticos entre os militares, o general não é uma figura qualquer. Quando fala em “linha de frente”, ele sabe o que diz. Entre 2013 e 2016, ele comandou a força multinacional de imposição da paz, na República Democrática do Congo.
Cruz disse que Bolsonaro teve “muito sucesso como cabo eleitoral do seu opositor, sem tirar o mérito próprio do atual presidente”. Para ele, de todas as instituições que o ex-presidente “prejudicou e desgastou, a que mais sofreu, e vem sofrendo, é o Exército brasileiro”.
O general afirmou que os acampamentos na frente dos quartéis foram estimulados após a derrota eleitoral “para pressionar o Exército a tomar decisão política descabida”. Como a instituição não embarcou no golpe, começou a campanha de difamação contra a Força e seus generais. Houve falta de “noção de disciplina, de respeito, e de limites do que é liberdade de opinião”.
Escreveu ainda Santos Cruz e confirmou para a coluna: “Alguns covardes e inconsequentes queriam que, depois de um processo eleitoral, dois turnos e um candidato eleito, o Exército impedisse o prosseguimento normal da vida nacional, tomando uma decisão política absurda. Essa tentativa de transferência de responsabilidade é a mais profunda traição já sofrida pelo Exército.”
O general afirmou que nenhum dos “covardes e fanfarrões que atacavam e atacam atualmente o Exército teve coragem de ir até junto daquelas pessoas acampadas na frente dos quartéis”. “Os covardes nunca estão na linha de frente. Eles estão sempre escondidos nos seus gabinetes, nas suas imunidades, na internet, nos grupos de redes sociais, no anonimato etc. Eles empurram a massa de manobra para fazer besteiras. Os manipulados e os inocentes úteis que se acertem com a Justiça!”
Para Santos Cruz, a responsabilidade por orientar de forma “clara e honesta” quem estava na frente dos quartéis era do presidente e do ministro da Defesa, as autoridades políticas. “O Ministério da Defesa não se manifestou e não defendeu o Exército. O comandante se manteve em atitude disciplinada (...). O Exército engoliu essa barbaridade em nome da disciplina e da institucionalidade.” Santos Cruz terminou seu texto afirmando que “atacar o Exército não é o caminho para a solução dos muitos e graves problemas nacionais”. “Isso é simplesmente oportunismo e covardia!”
Compreende-se a posição do general. Mas, em 11 de novembro de 2022, os comandantes então das três Forças publicaram uma nota conjunta na qual chamavam as manifestações bolsonaristas de “pacíficas” e condenavam “restrições a direitos por parte de agentes públicos” e “excessos cometidos” em atos pelo País – que pudessem “restringir os direitos individuais e coletivos ou colocar em risco a segurança pública”.
A atribuição de responsabilidades – civis, administrativas e criminais – cabe à Justiça. Essa espada está acima da cabeça de muitos dos que se envolveram em ilegalidades durante o governo Bolsonaro. E pode levar, dependendo das condenações proferidas, à expulsão do Exército dos oficiais responsáveis.
Texto e imagem reproduzidos do blog: otambosi blogspot com

