domingo, 25 de outubro de 2026

APURAÇÃO > Segundo Turno das Eleições 2026


 APURAÇÃO > Segundo Turno das Eleições 2026


---------------------------------------------

Lula faz último ato da campanha na Paulista e destaca mobilização no 2º turno: 'É o povo que está organizando, e não partidos' Lula falou da dimensão histórica desta campanha de 2026. 'Estamos terminando uma campanha de segundo turno que tem só uma similar, a de 1989'.
Manifestantes levaram lápis gigante em oposição a míssil que apoiadores de Bolsonaro levaram pedindo para os EUA fazerem ataque nuclear no Brasil. Foto: g1 SP — São Paulo

---------------------------------------------


Debate da Globo: Lula e Flávio Bolsonaro discutem dívidas dos brasileiros, salário mínimo e SUS e trocam ofensas e ataques com 'nove dedos' e 'miliciano'

Candidato do PL e presidente da República, que tenta a reeleição pelo PT, ficaram frente a frente em encontro promovido pela TV Globo. Transmissão aconteceu direto do Rio de Janeiro. 

A mediação foi do jornalista César Tralli.

g1 — São Paulo - 23/10/2026 

---------------------------------------------

Publicação compartilhada do site do jornal O ESTADO DE S. PAULO, de 25 de outubro de 2026

Opinião do Estadão

Com Flávio ou Lula, o Brasil precisa mudar

O País que vai às urnas hoje está cansado da desfaçatez dos poderosos e da mediocridade de quem o governa. A hora é agora: o voto tem de servir para dizer que assim não dá mais

Por Notas & Informações

É natural o desânimo de grande parte dos cidadãos com o segundo turno da eleição presidencial que se realiza hoje. O Brasil está cansado de governos medíocres, de uma elite política que enxerga no eleitor apenas um instrumento da manutenção de seu poder e de um Judiciário cuja reputação vem se deteriorando a olhos vistos. Não é de hoje que isso acontece, claro, mas Brasília se transformou de vez numa versão cabocla do Palácio de Versalhes, na qual cortesãos se refestelam em luxos obscenos e se engalfinham em conspirações palacianas, enquanto do lado de fora milhões de pessoas lutam para sobreviver e estão cada vez mais enojadas de tudo isso. Nesse cenário, infelizmente, muitos brasileiros irão às urnas sem qualquer convicção de que seu voto fará alguma diferença, enquanto outros tantos nem sequer se darão ao trabalho de sair de casa. Ainda assim, é preciso manter a fé na democracia, o único regime em que regularmente é possível mudar de governantes sem derramamento de sangue. E o Brasil precisa urgentemente de mudança.

O presidente que for eleito hoje só será merecedor do voto recebido se se comprometer a fazer tudo o que estiver a seu alcance para interromper a marcha da insensatez a que há anos assistimos, perplexos, no Brasil.

É preciso um esforço de toda a sociedade para mudar a rota do País e tirá-lo do rumo do abismo. Isso começa por considerar inaceitável que a riqueza capturada pelo Estado na forma de impostos seja pilhada por grupos organizados que fazem valer seus interesses em detrimento do conjunto da sociedade e do futuro do País. As novas lideranças políticas deveriam usar seu patrimônio eleitoral para desmontar esse sistema antidemocrático de perpetuação de privilégios e desigualdades.

De alto a baixo, todos devem colaborar. A elite empresarial, por exemplo, precisa aceitar o fim dos inúmeros subsídios e benefícios concedidos a título de estimular determinados setores da economia, mas que serviram apenas para proteger esses setores da concorrência e, assim, arruinar sua competitividade e sua produtividade. Na outra ponta, as políticas sociais de transferência de renda precisam ser mais bem desenhadas e focadas em quem realmente precisa.

O presidente eleito hoje, ademais, precisa ter coragem de enfrentar os lobbies e reduzir drasticamente as exceções criadas na reforma tributária para que a alíquota do imposto possa ser reduzida. Precisa também lutar para que o Brasil abra sua economia, fomente o desenvolvimento por meio de investimentos em infraestrutura e em educação e saúde de qualidade e melhore o ambiente de negócios com mais segurança jurídica e respeito a contratos. Como se vê, há muito trabalho a fazer.

Ao mesmo tempo, o presidente eleito hoje precisa tratar como prioritária a reforma institucional do País, de modo a devolver o poder aos cidadãos, como está estabelecido no parágrafo único do artigo 1.º da Constituição. É intolerável, por exemplo, que o Legislativo disponha de parte do Orçamento sem qualquer controle dos eleitores e que aprove leis sem o devido debate público, graças a acordos políticos feitos à sorrelfa.

Do mesmo modo, é intolerável que os integrantes do Judiciário e do Ministério Público concedam a si mesmos privilégios que a Constituição não prevê e que ignorem fronteiras éticas comezinhas ao se relacionarem de maneira pouco republicana com empresários com causas nos tribunais. Se participar de eventos extravagantes bancados por esses empresários já é suficientemente ofensivo, piora muito quando os magistrados dizem que isso não tem nada de mais. Caberá ao presidente eleito hoje a tarefa de conduzir o debate democrático na direção da reorganização do Judiciário e da reforma da administração pública, com o objetivo de, a um só tempo, devolver a credibilidade à Justiça e acabar com vantagens indevidas que escandalizam a sociedade.

Dir-se-á que se trata de utopia, mas essa é precisamente a matéria-prima da vida política. Este jornal mantém sua crença inabalável na democracia e na capacidade do Brasil de construir consensos por meio do diálogo político franco e honesto. E toda eleição, por mais desanimador que seja o cenário, renova essa fé.

Texto reproduzido do site: www estadao com br/opiniao

---------------------------------------------------

> Comentário do leitor Paulo Augusto:

O BRASIL QUER MUDANÇA! BASTA DE TANTA CORRUPÇÃO NOS DESGOVERNOS DO PT!

O Mensalão, revelado em 2005, consistiu em um esquema de compra de votos de parlamentares para garantir a aprovação de projetos de interesse do Poder Executivo. As investigações apontaram que os desvios de recursos públicos e de estatais movimentaram cerca de R$ 101 milhõesna época. O mentor e articulador central do esquema foi José Dirceu, então ministro da Casa Civil e homem forte do PT. Embora o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha declarado publicamente que não sabia da existência da engrenagem, o escândalo ameaçou diretamente o seu primeiro mandato e resultou na condenação histórica de lideranças de cúpula do partido pela Justiça.

O Petrolão, desmantelado a partir de 2014 pela Operação Lava Jato, tornou-se o maior escândalo de corrupção institucionalizada da história da estatal petroleira brasileira. O balanço oficial da Petrobras reconheceu R$ 6,2 bilhões em perdas diretas por propinas, mas auditorias posteriores indicaram que o prejuízo total e os desvios alcançaram a cifra estimada de R$ 42 bilhões. O Partido dos Trabalhadores operou como um dos principais eixos políticos do esquema por meio do loteamento de diretorias estratégicas da empresa. Essa estrutura criminosa levou o próprio Lula à prisão — com sentenças depois anuladas por questões formais de competência jurídica —, além de condenar tesoureiros do PT e ministros de seus governos anteriores.

O Escândalo do INSS, que ganhou forte repercussão com investigações detalhadas de fraude, envolveu o desvio de recursos diretamente de aposentados e pensionistas. Organizações, sindicatos e entidades associativas aliadas realizaram descontos ilegais e sem consentimento nas folhas de pagamento dos beneficiários previdenciários, gerando uma fraude estimada em R$ 6,3 bilhões. As investigações apontaram a conivência e o aparelhamento político de órgãos públicos federais sob a gestão petista como facilitadores do rombo. O escândalo gerou forte crise política no terceiro mandato de Lula, culminando na demissão do então presidente do instituto e na abertura de investigações federais.

O Caso Banco Master, cuja escala de fraudes e desvios no sistema financeiro levou à liquidação extrajudicial da instituição, alcançou a cifra estimada de R$ 12 bilhões. O escândalo se aproximou diretamente do Palácio do Planalto após operações da Polícia Federal mirarem o senador Jaques Wagner (PT-BA), então líder do governo Lula no Senado. Ele é acusado de receber mais de R$ 3,5 milhões em vantagens indevidas e propinas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em troca de articulação e favorecimento político dentro do Congresso. A proximidade de Wagner com o núcleo duro do PT e o apoio imediato manifestado por Lula após a ação policial inseriram o terceiro mandato presidencial no centro das investigações de tráfico de influência.

Texto reproduzido do site: www estadao com br/opiniao

sábado, 24 de outubro de 2026

Já houve gente culta na direita


Post compartilhado do Perfil do Facebook/Paulo Roberto Dantas Brandão, de 18 de outubro de 2026

Já houve gente culta na direita 
Por Paulo Roberto Dantas Brandão

O maior fdp da história política do Brasil talvez tenha sido Carlos Lacerda.  Mas é inegável a sua cultura.  Apesar de ser a maior liderança da direita brasileira nas décadas de 1950 a 1960, e ter vivido a pregar golpes e a “lamber os coturnos dos milicos”, com já disse um historiador, Lacerda tinha cultura.  Das suas paredes pendiam quadros dos modernistas Chagall e Matisse; fundou uma das maiores editoras do Brasil, a Nova Fronteira; além disso fez a tradução de Julio Cesár de de William Shakespeare  publicada em 1965.  Dizem que Lacerda, após o suicídio de Vargas, seu principal adversário político, considerava-se o Brutus, disposto a salvar não Roma, mas o Brasil.  No jornal Tribuna da Imprensa, de sua propriedade, publicava artigos extremamente bem escritos.

Outro exemplo de direitista de cultura foi o escritor Plinio Salgador, que fundou o Movimento Integralista Brasileiro.  Uma emulação tupiniquim do fascismo de Benito Mussolini na Italia.  Imitou o uniforme dos integralistas no dos fascistas italianos, mas mudou a Camisa Negra dos partidários de Mussolini pela Camisa Verde, dos integralistas (que passaram a ser chamados Galinhas Verdes).  Tentou golpes de estado, mas bateu-se de frente com Getúlio Vargas, na década de 1930, que era politicamente mais sabido do que ele.  Mas Plinio Salgado era um escritor consagrado, tendo participado do movimento modernista, na década de 1920.  Não deixou de ser um sacana, mas tinha cultura.

Agora diga: qual o mínimo de cultura que têm os Bolsonaros?  Perguntem, por favor, se Flavio Bolsonaro sabe quem foi Matisse ou Chagall.  Pode ser que, de longe, já ouviu falar de Shakespeare, mas não deve ter a mínimo ideia do que escreveu. Bolsonaro pai, o Jair, tentou, por puro ressentimento, acabar com a cultura no Brasil.  O Flavio não é melhor do que ele.  Ao contrário, é tão tosco quanto o pai.

No Brasil, os direitistas, apesar de abjetos, tinham cultura.  Os Bolsonaros, pai e filhos, são, além de ignorantes, arrogantes.

Por isso eu não voto, nunca votei e não pretendo votar num Bolsonaro.

Texto e imagem reproduzidos de post do Facebook/Paulo Roberto Dantas Brandão

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Algumas Horas para o Futuro

Artigo compartilhado do site do GABEIRA, de 23 de outubro de 2026

Algumas Horas para o Futuro
Por Fernando Gabeira (In Blog)

Faltam apenas algumas horas para a decisão. São duas visões antagônicas. O País será algo muito diferente com a vitória de um ou outro. Nossas vidas serão impactadas. É natural que seja uma semana tensa.

No meu caso, temo pelos anos dedicados à legislação ambiental. Ouço Flávio declarando sobre a Amazônia que os fazendeiros serão livres para fazer o que quiserem em suas terras. O pai dele também pensava assim. Mas é um delírio. Nenhuma terra está fora de uma região, de um país ou do próprio planeta. Se um rio passa em sua propriedade, você não pode nem represá-lo nem contaminá-lo sem prejudicar os que vivem à jusante. Não é possível atear fogo dentro de suas terras sem levar em conta a segurança das terras vizinhas. Quando se vive numa região tão especial como a Amazônia, por lei, não se pode desmatar livremente, apenas 20% da área.

Uma concepção anárquica como a dos Bolsonaros pode não apenas levar a Amazônia a um ponto de não retorno, transformando a floresta numa savana, mas arrasar com o nosso comércio exterior. Todos os acordos comerciais dependem dessa cláusula ambiental. Mesmo os Estados Unidos, liderados por Trump, investigam o Brasil, acusando o País de desmatamento para justificar suas tarifas.

Portanto, as decisões de domingo podem nos levar a diferentes papéis no mundo: interlocutores no combate às mudanças climáticas ou vilões ambientais. De um ponto de vista da política mais ampla, nosso papel no mundo será diferente.

Flávio Bolsonaro propõe um alinhamento com os Estados Unidos. Mas não vai muito adiante. Uma boa relação com os norte-americanos é essencial. Mas é inegável que são dois países diferentes, com interesses específicos. Um exemplo: o Pentágono se prepara para comprar a empresa que explora terras raras em Goiás. Isso acontece num momento em que o Brasil apresenta uma importante restrição ao comércio de terras raras: a exigência de que sejam beneficiadas dentro do território. O projeto que define isso já foi aprovado no Congresso. É preciso ver se é aplicável às explorações de Minaçu, em Goiás, e Poços de Caldas, em Minas.

De qualquer maneira, há uma diferença entre um país totalmente alinhado com os Estados Unidos e um país amigo que concorda em muitos temas, mas mantém sua própria identidade política.

A direita no Brasil cresce na denúncia da corrupção. Mas será que, em caso de sua vitória, emergirá um país mais honesto? O candidato escolhido por ela sofre inúmeras acusações que vão desde rachadinha, passando por compra de mansão e outras situações confusas. Ele tem um perfil mais parecido com um clássico político do Centrão. Como evitar que se comporte como tal, uma vez na Presidência?

A escolha de um outro candidato vai impactar a política cultural. O fato de a maioria dos artistas e acadêmicos apoiar Lula tem sempre uma grande repercussão na cabeça dos Bolsonaros, que passam a antagonizar a ciência e a arte, como se fossem territórios inimigos. Essas diferenças culturais podem trazer situações dramáticas como se viveu na pandemia, e, de uma certa forma, ainda se vive no debate sobre a importância das vacinas.

Finalmente, as concepções de segurança pública são muito divergentes. A maioria aprova as teses mais repressivas da direita. Muito se falou na experiência de El Salvador, como se um país tão pequeno pudesse servir de modelo ao Brasil.

De qualquer forma, embora a retórica seja diferente, a política de segurança pública de Jair Bolsonaro não representou uma mudança qualitativa em relação às outras desenvolvidas no período da redemocratização. Isso revela a dificuldade do tema, a necessidade de compreendê-lo em todas as suas variáveis e encontrar uma política eficaz, algo que não aconteceu ao longo dessas décadas. O problema só se agrava e o próprio sistema penitenciário passou a ser uma complicação a mais, apesar de tanto dinheiro e energia para que fosse parte da solução.

As pessoas chegam às suas escolhas por múltiplos caminhos. Elas se diferem entre as que buscam soluções individuais e as que enfatizam soluções coletivas. Elas frequentam as redes sociais, onde não faltam argumentos, acusações e até mesmo insultos.

A esta altura, apesar do importante debate final, a sorte parece estar lançada. Na segunda-feira, saberemos que país teremos nos próximos quatro anos. Em função disso, teremos de repensar nossos destinos, buscar aqueles que estão em situação semelhante e redesenhar nossa trajetória. O consolo na democracia é que sempre teremos uma nova eleição. A alternância é a grande qualidade do sistema. Essa qualidade jamais poderá ser roubada.

Creio que os candidatos foram submetidos a grandes sessões de perguntas. Mas em todas elas, para início de conversa, deveria ser colocada a questão democrática. “Aceita o resultado das urnas e promete não tentar golpe em caso de ser derrotado?” A sociedade amadureceu, há mudança entre os militares, a conjuntura internacional também ainda é favorável à democracia. Experimentos que pareciam eternos, como na Hungria, onde Viktor Orbán conquistou o Congresso e o Judiciário, acabaram se mostrando frágeis e passageiros.

Texto e imagem reproduzidos do site: gabeira com br

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

O que Vem Depois de Tanta Emoção

Artigo compartilhado do site do GABEIRA, de 20 de outubro de 2026 

O que Vem Depois de Tanta Emoção 
Por Fernando Gabeira (In Blog)

Minha menina: o Brasil vive sua última semana de campanha. Só agora, no segundo turno, assume os traços interessantes do passado.

Há gente na rua, gente fazendo o L, dizendo “vamos virar”, manifestações estudantis, shows. Para dizer a verdade, a animação envolve os dois lados. Vi uma espécie de comício em Capelinha, com milhares de pessoas. É uma cidade de Minas na entrada do Vale do Jequitinhonha, onde estive recentemente. Enfim, há luta eleitoral em toda parte.

Acho ótimo que as pessoas façam as campanhas. Os candidatos deveriam agradecer a elas não só por carregarem o piano nesta fase final, em que estão já de língua de fora. O ano que vem será difícil para qualquer vencedor. Os economistas acham que faltará dinheiro, além disso o El Niño vem pesado com seus eventos extremos.

Os últimos dias são interessantes também pelo esforço dos candidatos. O nome da direita acabou, para não perder votos, votando numa pauta de esquerda, o fim da escala 6×1, sem dúvida um avanço civilizatório. O candidato da esquerda afirmou que apoia a redução da maioridade penal, uma pauta clássica da direita. Chamo isso de efeito sertão virando mar, mar virando sertão, verso consagrado de nossa música popular.

O governo tem tido vitórias no Parlamento. O dado mais importante é que o desmatamento na Amazônia caiu ao nível mais baixo da História. Há queimadas por causa da seca e também porque os desmatadores se vestem de incendiários. Faz parte de seu show macabro.

Se um dia fosse escrever a história desta campanha, destacaria a grande quantidade de declarações de voto na internet. Conhecidas ou não, as pessoas traçam ligeiramente sua biografia e concluem dizendo em quem votarão.

Lembra aquele português que fomos visitar no Alentejo? Ele me escreveu dizendo que em seu país costumam eleger um Congresso de direita e um presidente de esquerda, ou vice-versa. Só para equilibrar. Os brasileiros fariam o mesmo? Não sei, aqui é presidencialismo, e não há muito esse tipo de cálculo.

Há muitas encruzilhadas, daqui até 2030. Não sei se verei todas. Espero que essa rígida divisão nacional se atenue com o tempo. A derrota da direita na Hungria mostrou que, mesmo com poderes quase absolutos, Viktor Orbán foi para o espaço. As próximas eleições americanas sugerem que Trump perderá pelo menos uma das duas Casas do Parlamento.

O que não significa caminho tranquilo para a esquerda. Nesta fase, o capitalismo é um cavalo bravo que ninguém consegue cavalgar por muito tempo. Será preciso um longo trabalho de revisão, suportando a dor de saber que não se é dono da verdade e que nem existe resposta científica para o rumo da História.

Não importa o resultado, depois da emoção da reta final, uma grande tarefa nos espera. As multidões nas ruas não podem abandonar a cena política, embora tenham de voltar para suas atividades cotidianas. Elas serão um grande termômetro.

Texto e imagem reproduzidos do site: gabeira com br

terça-feira, 13 de outubro de 2026

"Uma eleição On-Line", por Fernando Gabeira

Artigo compartilhado do site do GABEIRA, de 13 de outubro de 2026 

Uma eleição On-Line 
Por Fernando Gabeira (In Blog)

A eleição não acabou, mas posso dizer que foi uma das mais singulares da História. Assisti a algumas antes e a todas depois da redemocratização. Uma das características de agora é a incontestável hegemonia das redes sociais.

Ouso dizer que essa hegemonia provoca nos eleitores o mesmo efeito que já vemos em nosso cotidiano: um déficit de atenção. Não discutimos tópicos de programas. Saltamos de um tema para outro, e eles se sucedem com rapidez. Nossa Senhora, “Dark Horse”, uma ou outra frase mal colocada pelos adversários. Os problemas deixam de tratar do futuro nacional e se transformam em simples trends.

Isso significa uma perda de conteúdo. Pouco sabemos da política externa do candidato vitorioso no primeiro turno. Claro, sabemos que se alinhará aos Estados Unidos. Mas isso não basta. Um país é diferente de outro, tem interesses específicos. Quem seremos nós, além de aliados dos americanos? Abriremos mão de nossa identidade, nos suicidaremos nos braços do outro?

Acho inadequado o termo pacificação. Não estamos em guerra. Mas uma tentativa, ainda que modesta, de unificar um país dividido poderia ajudar em alguns temas que dependem de um esforço nacional. Estamos diante de um dos mais poderosos El Niños da História. Podemos enfrentá-lo em conflito ou ter algumas concordâncias essenciais para reduzir os estragos.

Antes mesmo do segundo turno, as tendências vingativas aparecem aqui e ali. A expressão “sem anistia” muda de lado com uma incrível facilidade, como se a punição fosse uma das responsabilidades dos vencedores.

O que digo aqui não significa passar pano nos erros do Supremo. Eu mesmo fiz pressão por afirmar, um pouco antes do tempo, que era preciso reformá-lo de ponta a ponta. Os vencedores precisarão saber que o Brasil é um país complexo, que não é qualquer governo que consegue atender às expectativas de nosso povo. Essa história de ficar décadas no poder é uma ilusão. A alternância é a possibilidade mais forte. Olhem os Estados Unidos. Trump está à beira de perder suas primeiras grandes eleições.

Os eleitores de esquerda estão fazendo um extraordinário esforço para virar o jogo. Foram levemente minoritários no primeiro turno. Sua dedicação é algo que aponta também para o futuro. Nem sempre os líderes estiveram à altura de tanta energia positiva. Certamente, depois das eleições, os eleitores se tornarão mais importantes ainda e deverão avaliar sem paixão se a liderança, em caso de vitória ou derrota, não deveria se renovar, entendendo por isso não apenas a atração de jovens, mas uma sacudida nas suas ideias.

A História não acaba com a ascensão da direita. Ela pode se arrastar um pouco, mas o exemplo da Hungria está aí para mostrar como é dinâmico o curso das coisas num país.

Não sei se verei a eleição de 2030. Dentro dos limites, estarei aqui para lembrar como é surpreendente e rica nossa História. O diabo é que também é algo difícil de interpretar, tão rápidas e amplas são suas mudanças.

Texto e imagem reproduzidos do site gabeira com br

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

O Brasil precisa de estadistas, não de incendiários

Artigo compartilhado do BLOG DO ORLANDO TAMBOSI, de 12 de outubro de 2026

O Brasil precisa de estadistas, não de incendiários

Os Três Poderes da República têm o dever de compreender o recado das urnas: os brasileiros querem seu País de volta. Carlos Alberto Di Franco para o Estadão:

As eleições gerais de 4 de outubro deram recados importantes: o pêndulo moveu-se claramente na direção conservadora. A politização do Supremo Tribunal Federal (STF), estou certo, contribuiu bastante para esse movimento. Lula pagou o preço do desgaste de um estilo de governo personalista e populista. Não teve a grandeza de formar um sucessor.

Agora é preciso pensar no Brasil. O País está cansado da gritaria. A polarização estéril consumiu energias, dividiu famílias, rompeu amizades e sequestrou a agenda nacional. Enquanto os poderosos alimentam suas guerras, o cidadão trabalha, paga impostos e espera respostas que não chegam. É hora de sair desse atoleiro.

Conciliação, tolerância e perdão fazem parte da tradição brasileira. Nossa história registra gestos de pacificação diante de conflitos graves. Juscelino Kubitschek apoiou a anistia a militares que se rebelaram contra seu governo. Compreendeu que a grandeza de um governante se mede também pela capacidade de superar ressentimentos e pensar no destino da nação. É esse espírito público que nos falta. Pacificar exige respeito à lei, compromisso com a verdade e disposição para corrigir abusos. Não há paz duradoura sem justiça. Excessos e desvios de conduta de ministros da Corte Suprema e de outras autoridades da República precisam ser apurados e punidos nos termos da lei. Tampouco há futuro quando a revanche vira programa de governo e a perseguição ao adversário substitui as soluções para o País.

O Estado brasileiro está sufocado por despesas, ineficiência e privilégios. Os serviços públicos decepcionam. A carga tributária castiga quem produz. Aumentar impostos para sustentar uma máquina que custa demais e entrega de menos é uma insanidade. O Brasil precisa de responsabilidade fiscal, reformas e desenvolvimento. E desenvolver exige estabilidade, segurança jurídica e paz.

A disputa política foi rebaixada a um campeonato de paixões. Ideias perderam espaço para slogans. Líderes são venerados como semideuses ou tratados como demônios. A militância cobra obediência, pune a dúvida e transforma divergência em traição. Os extremos se alimentam mutuamente. Cada provocação justifica outra. E o Brasil fica para depois.

Esse mecanismo é perverso. A cada eleição, cresce a hostilidade. A cada crise, reaparece a tentação de eliminar politicamente o outro. O debate público se estreita, a razão recua e a sociedade paga a conta. Perdemos tempo, investimentos e oportunidades. Sobretudo, perdemos a capacidade de construir um horizonte comum.

As redes sociais ampliaram o problema. O insulto circula mais depressa do que o argumento. O radicalismo rende cliques. A gritaria dá audiência. Mas popularidade digital não é espírito público. Um país não se governa com memes, ameaças e frases de efeito. A democracia exige conteúdo, verdade e responsabilidade. Nenhuma nação prospera quando seus cidadãos são estimulados a se enxergar como inimigos.

É preciso desarmar os espíritos. Divergir faz parte da democracia. Intimidar, perseguir e silenciar corroem suas bases. As diferenças são legítimas e necessárias. O que não podemos aceitar é sua conversão em licença para o ódio. O adversário tem direitos. O poder tem limites. Nenhum governante, parlamentar ou magistrado está acima da lei.

O Brasil precisa de um projeto nacional. Educação de qualidade, saúde eficiente, segurança pública, ciência, tecnologia e infraestrutura devem ser prioridades de Estado. O desenvolvimento sustentável da Amazônia precisa integrar essa agenda, com oportunidades para sua população e respeito ao patrimônio ambiental. Nada disso pode continuar refém do calendário eleitoral ou do balcão da barganha política.

Precisamos pensar grande e agir com seriedade. Retomar o desenvolvimento econômico, científico, tecnológico e social, como defende Aldo Rebelo, exige visão de país e afirmação de nossos interesses nacionais. Temos recursos, capacidade produtiva e talento. Falta transformar esse potencial em prosperidade, empregos e oportunidades.

Esse salto depende de planejamento de longo prazo, contas públicas responsáveis e instituições confiáveis. Depende também de líderes capazes de negociar, ouvir e construir convergências. Governar exige firmeza. Mas firmeza não se confunde com truculência. Liderança se revela na capacidade de unir esforços em torno do bem comum. A pacificação exige coragem política. Coragem para conter os próprios excessos, reconhecer a legitimidade do outro e enfrentar os problemas reais. O País precisa virar a página do confronto permanente. Precisa crescer, oferecer perspectivas aos jovens e devolver esperança a quem trabalha.

Os políticos precisam superar a polarização estéril e trabalhar por um grande projeto de país. Os Três Poderes da República têm o dever de compreender o recado das urnas: os brasileiros querem seu País de volta. Não admitem que continue sequestrado por aqueles que fazem da política um instrumento a serviço dos próprios interesses.

O Brasil exige estadistas, não incendiários. Quem vive de alimentar o ódio pode conquistar seguidores. Não construir uma nação.

Texto e imagem reproduzidos do blog: otambosi blogspot com

domingo, 11 de outubro de 2026

A polarização ‘tóxica’ e a sedução da caricatura

Artigo compartilhado do BLOG DO ORLANDO TAMBOSI, de 10 de outubro de 2026

A polarização ‘tóxica’ e a sedução da caricatura

A política é um terreno limitado, as opções eleitorais são imperfeitas e as questões em jogo são bem mais prosaicas. Deveríamos nos debruçar no pouco tempo que resta para o debate sobre as temáticas econômica e institucional. Fernando Schüler para o Estadão:

“Precisei ser hospitalizada”, diz a influencer digital, horas depois do resultado eleitoral. Devidamente imersa em sua tribo, ela conta ter tido “picos de pressão” e recebido recomendações do médico para se afastar da internet. Sabedoria médica. A maluquice anda nas redes. Os espertalhões do marketing e caçadores de likes sabem disso, e por aí vai a onda algo patética de ódio e fake news que corre solta, em nossa festa da democracia. Nem mesmo gente vetusta e bem-preparada escapa. De um conhecido jurista, leio que a eleição do candidato da oposição jogaria o País em um “precipício”. Em um artigo, leio que é preciso (incrível originalidade) decidir entre a “civilização e a barbárie”. E mesmo de uma autoridade federal leio que tudo se resume a um conflito entre a “honra e a humilhação”.

Há um componente “psicótico” em nossas democracias. A definição foi dada por Peter Coleman, um calmo e erudito professor em Colúmbia, autor de The Way Out, livro de referência no tema da “polarização tóxica”, que aflige a política na era digital. Seu traço mais comum é o que se poderia chamar de “captura da vida pela política”. A política que deixa seu terreno próprio — o debate sobre políticas públicas — e passa a definir a identidade das pessoas. A partir daí, a obsessão, a linguagem hiperbólica. Aquele vizinho antes ameno que passa a excluir os amigos que pensam diferente, ocupa o seu dia com a política, parece mesmo acreditar que ele representa a luz e o “outro”, a escuridão, além de entrar em depressão (ou mesmo ir para o hospital) quando seu candidato toma uma surra nas eleições.

De minha parte, chama a atenção a “tentação do espantalho”. O vezo do sujeito que passa tanto tempo metido com sua própria tribo que passa a ver o adversário como um tipo de monstro moral. Ou simplesmente como “precipício”. O professor Curtis Puryear, da Kellogg School of Management, em uma ampla pesquisa, mostrou que democratas e republicanos superestimam significativamente a proporção de adversários que aprovam comportamentos manifestamente imorais, como pornografia infantil e apropriação indevida de dinheiro. Na prática, tendem a enxergar seus oponentes como uma caricatura. O Brasil de hoje é um perfeito laboratório disso. Ainda por estes dias lia que Lula fecharia as igrejas e que Flávio acabaria com o SUS, o Pix e iria “privatizar as praias”. E isto de gente autoproclamada “civilizada”. Por alguma razão, há quem realmente pense que mentir é desculpável se a causa for virtuosa. Não é. É apenas patético, além de um jogo em que todos saem perdendo.

Nas eleições passadas, tivemos parte da “direita” nesta toada, com a infinita conversa em torno das “urnas eletrônicas”, hoje vencida. Nesta campanha, os ventos mudaram. Já tivemos o “vão tirar Nossa Senhora de padroeira do Brasil”, que deu direito à impagável cena de Lula erguendo a santa e gritando, em um comício, que “enquanto eu for presidente ninguém vai avacalhar com Nossa Senhora!”. Tivemos a conversa sobre a “intervenção externa” nas eleições, com direito a um pedido de “investigação”, pelo governo, a partir de uma matéria de imprensa (e devidamente arquivado). E ainda esta semana assistimos à conversa histriônica em torno da “mudança na Constituição”, em algum momento mencionada pelo candidato da oposição. “É golpe!”, li de um notório jurista, sem saber do que se tratava. Também sem saber, escutamos de um ex-ministro do STF que a democracia “repudia pretensões autocráticas!”, com inescapável ponto de exclamação. No fim, a tal mudança dizia respeito a coisas como reduzir a maioridade penal, terminar com a reeleição e fazer reformas no Judiciário, em geral já em discussão no Congresso. Mesmo o que poderia ser um bom debate, coisa rara em uma campanha, termina na vala comum da caricatura.

O fato é que a política é um terreno limitado, as opções eleitorais são imperfeitas e as questões em jogo são bem mais prosaicas. No terreno econômico, precisamos resolver a questão fiscal e retomar reformas com foco na produtividade. No tema institucional, voltar a fazer valer a letra da lei, encerrar de vez o estado de exceção tropical que criamos no País, ao menos desde o inquérito das fake news. E, de quebra, levar ao Supremo quatro novos ministros que não sejam políticos de carreira e estejam dispostos a fazer cumprir a Constituição. Não é pouca coisa. São temas complicados, mas todos no plano da política. Muito longe da retórica do “precipício”, da birutice dos militantes e pegadinhas do marketing irresponsável. E é sobre eles que deveríamos nos debruçar no pouco tempo que resta para o debate, até as eleições.

Texto e imagem reproduzidos do blog: otambosi blogspot com

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Avanço da Direita num Mundo Transformado

Artigo compartilhado do site do GABEIRA, de 9 de outubro de 2026

Avanço da Direita num Mundo Transformado
Por Fernando Gabeira 

O problema desse primeiro turno, encerrado com a vitória de Flávio Bolsonaro e uma grande votação da direita no Senado, é o fato de precisarmos de muito tempo para entender, num contexto em que não há tempo, pois o segundo turno já começou. É difícil corrigir em 20 dias erros que se arrastaram por quatro anos. Um deles se refere à amplitude e eficácia da frente democrática, bem-sucedida em 2022. Para ser fiel à proposta, o governo teria de evitar a hegemonia de um só partido e tentar, progressivamente, conquistar setores da sociedade que ainda estavam fora da frente. Não foi isso que aconteceu. A frente foi vista apenas como um instrumento da vitória eleitoral, e não como uma ferramenta que precisa ser aperfeiçoada para confrontar o crescimento da direita, uma realidade internacional.

Dificilmente num primeiro momento podemos avaliar o impacto que a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) teve na campanha eleitoral. Para medi-lo, talvez seja necessário começar pelo julgamento dos envolvidos no 8 de Janeiro. Os juízes foram muito severos em suas penas, além disso, por falta de estrutura, não se avaliou adequadamente a participação individual de cada manifestante. A severidade de uma determinada sentença não é algo extraordinário. Pode ocorrer aqui e ali, sobretudo pelo fato de que os juízes não analisam em detalhes as consequências políticas de suas decisões. O problema é que os políticos do governo se identificaram com as decisões judiciais e as aprovaram sem reservas. Isso contribuiu não para inibir a direita, ao contrário, foi um estímulo para uma campanha denunciando injustiças e perseguição política. Em pouco tempo, o Supremo, com o qual o governo se identificou, entra numa grande crise de credibilidade. O mesmo juiz que se destacou no rigor da repressão é apontado como cúmplice de Daniel Vorcaro, a partir do contrato de R$ 131 milhões que o escritório de sua família tinha com o Banco Master.

Para quem era de oposição e denunciava o ministro Alexandre de Moraes por sua severidade e algumas injustiças, tornou-se fácil estabelecer uma ligação entre governo e STF. Algumas decisões atabalhoadas dos ministros a favor de Lula nas eleições, como no caso do debate cancelado, podem ter contribuído para que grande parte dos eleitores identificasse uma instituição impopular com o governo. Essa hipótese é fortalecida pela grande vitória da direita no Senado. Muitos candidatos vitoriosos prometiam votar o impeachment de ministros. Parece que grande parte do eleitorado comprou a ideia de que era necessário mudar o governo.

Uma das grandes questões da política atual no Brasil é esta: se o bolsonarismo foi derrotado em 2022, apesar de ter o governo nas mãos, por que, em vez de perder substância, continuou crescendo a ponto de realizar sem problemas sua estratégia de ganhar o Senado?

Estava tudo tão claramente exposto e, no entanto, foi impossível de evitar. Há dois caminhos de análise: avaliar a força de um movimento internacional de crescimento da direita, mas também examinar os erros da frente que começou com uma amplitude e foi se estreitando. Em termos de distribuição de cargos, houve uma tentativa de ampliação. E isso sempre funciona, pois há muita gente querendo cargos. Mas em termos de intercâmbio político, de troca de ideias, de tentativa de crescimento, inclusive para cima dos eleitores de Bolsonaro, pouco foi feito.

A ideia sempre foi a de delimitar o bolsonarismo e atacá-lo, numa falsa suposição de que milhões de eleitores são de extrema direita. Talvez não tenha sido a melhor. Um dos fatores que influenciam as posições políticas é a lacração ou o desprezo pelo adversário.

Num livro lançado agora no Brasil, o sociólogo François Dubet destaca a importância do desprezo, da humilhação e da falta de reconhecimento no crescimento do populismo e na crise da democracia. Muitas pessoas não compreendem isso e, ao começar o segundo turno, tornam-se agressivas contra quem não votou com elas. Todas as pessoas que são ofendidas por causa de suas opções políticas acabam se enraizando e dificilmente consideram a possibilidade de mudar de ideia.

Para obter um resultado um pouco melhor, teria sido importante voltar à vitória de 2022 e avaliar os erros de interpretação. O primeiro deles foi considerar a frente democrática apenas como uma bandeira de campanha, e não como um instrumento de aperfeiçoamento constante.

O segundo deles é mais difícil de conter, pois é um esporte popular: insultar o adversário político, renunciar à ideia de convencê-lo. É muito comum nas redes o insulto ao “pobre de direita”, por exemplo. Isso sem contar as milhares de lacrações do politicamente correto. É importante que as pessoas reconheçam que estamos diante de uma forte onda internacional. Para fazer frente a ela, é preciso estudo, pesquisa, humildade, uma tentativa de compreender o outro.

Fatores como demonstração de artistas ricos e bonitos a favor de uma candidatura talvez não tenham mais o peso do início do processo de democratização. Existem forças políticas capazes de moldar identidades, alimentar ressentimentos.

No seu pequeno livro, François Dubet lança a ideia de que em nossos tempos nem sempre as desigualdades são vividas como injustiça material, mas como uma humilhação simbólica. São ainda tímidas as tentativas de entender o que se passa, mas algumas coisas mais urgentes precisam ser discutidas agora.

Texto e imagem reproduzidos do site: gabeira com br

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Viva o povo brasileiro?


Artigo compartilhado do BLOG DO ORLANDO TAMBOSI, de 7 de outubro de 2026

Viva o povo brasileiro?

O que se passa com o povo brasileiro? Deixou-se manipular pela desinformação, pelo populismo, pela demagogia, pelo extremismo, ou foi mesmo interferência externa? Jaime Nogueira Pinto para o Observador:

Foi Trump. Foi Netanyahu. Foi a grande internacional da extrema-direita. Só pode ter sido interferência externa. De outra maneira não se explicam os resultados no Brasil. O que se passa com essa outra metade, inesperadamente maioritária, do povo brasileiro, que parece já não ter como referência a imprensa de referência que tanto se esforçou para lhe indicar o caminho do bem? Deixou-se manipular, evidentemente. Cedeu à desinformação, ao populismo, à demagogia, ao extremismo alheio e “votou mal.”

Escrevi aqui, há duas semanas, sobre os casos de corrupção e abuso de poder no Supremo Tribunal Federal, mais próprios de uma pequena república cleptocrática das antigas do que de uma nação como o Brasil. E sublinhei o quase silêncio dos media portugueses sobre o grosso dessa corrupção, inequivocamente ligado aos partidários e amigos do Presidente incumbente. Aparentemente, para bem do povo e da democracia, achou-se melhor falar só do dinheiro que Flávio Bolsonaro, alinhado com o mal, pedira ao corruptor Vorcaro para o filme Dark Horse sobre o seu pai, Jair, e silenciar as avenças milionárias, as viagens em jactos, os hotéis de luxo, as garotas de programa, as mensagens e os favores trocados entre o grande corruptor e os seus amigos e clientes do Supremo Tribunal, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, alinhados com o bem. É que o povo, na sua simplicidade e ignorância, na sua bondade intrínseca, tinha de ser guiado, conduzido, endoutrinado por quem sabia o que era melhor para ele.

Porém no Domingo, 4 de Outubro, para profunda tristeza e incredulidade de muito pivot, comentador e entrevistado de rua escolhido ao acaso entre os apoiantes de Lula, houve uma fatia inesperadamente maioritária do povo brasileiro que se mostrou pouco dócil aos apelos dos seus melhores, surda aos papões e aos polígrafos agitados, indiferente até à possível reencarnação do próprio Hitler nos trópicos que se adivinha – ou mais atenta à realidade do que se esperava. Porque além de, ao contrário do proclamado pelas sondagens, Bolsonaro ter ficado à frente de Lula por 47/45, a direita e o centro-direita tiveram uma vitória esmagadora nas eleições para o Congresso e vitórias significativas nos governadores eleitos – culminando na eleição para governador do Paraná, à primeira volta, de Sérgio Moro, do Partido Liberal, protagonista do Lava Jacto que condenou Lula à cadeia e ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro.

Os números

Nas presidenciais, Flávio Bolsonaro teve mais 2 200 000 votos que Lula da Silva. No Senado, que renovava 2/3 dos seus 81 lugares, o Partido Liberal de Bolsonaro passou de 15 para 28 senadores, quase duplicando a sua representação. O Partido dos Trabalhadores tem 9. Os números, além de consolidarem a importância do “bolsonarismo” no legislativo, tornam possível o saneamento dos juízes (ou “ministros”) do Supremo Tribunal Federal que incorreram em “irregularidades”, já que muitos dos senadores eleitos na vaga direitista fizeram da promessa de impeachement dos juízes corruptos o seu cavalo de batalha. E se para a interdição dos juízes prevaricadores são precisos 54 senadores, são já pelo menos 49 os que a defendem.

A corrupção dos seus aliados na Corte Suprema saiu cara ao “incumbente” do Planalto que, à última hora, ainda tentou dissociar-se do “bando dos Quatro”, disparando para o ar banalidades moralistas, tais como “ninguém se pode tornar ministro do Supremo Tribunal Federal para enriquecer”, enquanto exaltava a luta de Moraes (o que mais enriquecera…) “em defesa da Democracia”.

Quando o povo “ameaça a Democracia”

Agora que se estipulou que a Direita desapareceu e só existe a Ultra-Direita, a Esquerda e os centristas que vêem o chão a fugir-lhes debaixo dos pés não conseguem resolver a equação que os acompanha desde os tempos em que os autoritarismos vigoravam nos países do Sul da Europa e na América Latina. Se para combater os autoritarismos e as ditaduras militares conservadoras todos – até os comunistas, estalinistas, maoistas, polpotistas ou trotskistas, partidários de Repúblicas Democráticas ou Socialistas mais opressivas e assassinas do que os regimes que combatiam – reivindicavam eleições livres, porque a democracia era boa, o povo era bom e a maioria era sagrada, o que fazer agora contra a “ultra-direita”, quando o povo, a maioria, escolhia “mal”, ou escolhia precisamente a “ultra-direita”?

A hipótese de, em épocas de descontentamento, decadência, crise e tensão, os cidadãos, os eleitores, que constituem o povo soberano, poderem usar o voto, a sua fracção de soberania, mais contra do que a favor, parece não se pôr. Sobretudo se é contra quem está no poder e o representa; contra quem proclama que o país “não é quintal de ninguém” enquanto faz do país o seu quintal privativo.

Desde o fim da Guerra Fria que o poder no Ocidente, no mundo euroamericano, tem sido exercido por aquilo a que podemos chamar “o centrão”, através de uma burocracia considerada “apolítica” e “tecnocrática”, mas que, por convicção ou cedência útil, se foi regendo pelos valores culturais e sociais de uma esquerda “esclarecida”, “progressista”, hedonista, elitista e radical. Esse conjunto de elites, todas globalistas, apostou na desindustrialização e na progressiva abolição das fronteiras, rumo a uma grande comunidade, a um grande mercado, abrangendo generosamente toda a humanidade, mas onde essas mesmas elites e as suas “razões práticas” se moviam com maior destreza e proveito. Com isto gerou-se no Ocidente um mundo de extremas desigualdades económicas, em que as classes trabalhadoras foram marginalizadas e as classes médias empobreceram.

Entretanto, nesse mesmo mundo euroamericano, o revisionismo da Escola de Frankfurt e os “marxismos imaginários” de que falava Raymond Aron, multiplicados até à alucinação, tornaram-se o catecismo dos pequenos e médios intelectuais das universidades e da comunicação social dos dois lados do Atlântico, largamente subsidiados por uma burguesia discreta, centrista, civilizada. E quando os eleitores, privados de outros instrumentos – a Academia, a Comunicação Social – reagem pelo voto, e reagem contra, então o povo deixa de ser sábio e soberano para passar a ser manipulado, a maioria deixa de ser sagrada para passar a ser fraudulenta ou pasto de “interferência externa” e a Democracia passa a estar “sob ameaça”.

O Brasil, o país mais importante da América do Sul, já esboçara uma reacção deste tipo com Jair Bolsonaro, vencido em 2022 por uma coligação da esquerda pêtista e parte substancial do Centrão. A gestão governamental de Lula, o apetite do seu filho, Lulinha, por “dinheiro vivo”, juntamente com os escândalos no Supremo Tribunal, levaram aos resultados de 4 de Outubro.

Mas o país está dividido e ainda há uma segunda volta. Pode ser que, apesar de o “arrastão bolsonarista” da primeira volta já ter causado sérios “danos à Democracia” por via eleitoral, o povo ainda queira “salvar a Democracia”, votando Lula. Só assim, devidamente alinhado com o bem, o bom povo, o dócil povo, poderá voltar a ser “sábio e soberano”.

Infelizmente para os que assim o desejam, tudo indica que não, que, no dia 25, o povo brasileiro ainda vá dar sinais de vida.

Texto e imagem reproduzidos do blog: otambosi blogspot com

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Prof. Villa ENTREVISTA Luiz Felipe Pondé

 

Luiz Felipe Pondé “Houve uma piora na qualificação da elite brasileira .”

Ventos da Direita, um Convite à Humildade

Artigo compartilhado do site do GABEIRA,de 6 de outubro de 2026 

Ventos da Direita, um Convite à Humildade
Por Fernando Gabeira (In Blog)

Aconteceu. Independentemente do resultado do segundo turno, o grande fato político é a vitória da direita no Senado, que, desde já, anuncia um ano de crises institucionais com o STF.

Aconteceu, e não creio que se possam culpar apenas os erros de campanha. A performance do governo teve peso. A frente que venceu em 2022 não foi capaz de crescer após as eleições, não soube se expandir para setores ainda não conquistados.

Escrevi alguns artigos mencionando minhas dúvidas aqui e ali. Mas às vezes as críticas são muito mal recebidas, e o velho argumento de que criticar é favorecer o adversário continua sendo dominante.

Para começar, acho que o tratamento judicial dado aos presos do 8 de Janeiro foi rigoroso demais. As sentenças foram muito longas, não houve avaliação individual de culpa.

O bolsonarismo se valeu da ideia de perseguição política e cresceu na condição de vítima. Creio que, em Santa Catarina, num desses discursos de campanha, Lula afirmou ser candidato para manter Bolsonaro na cadeia.

Esses discursos inflamados animam a militância, mas não trazem crescimento na sociedade. Identificar-se tão completamente com as decisões do Supremo não era um bom caminho, mesmo porque, adiante, o STF cairia em desgraça com o caso Master e se transformaria em vilão nacional.

Não pretendo me fixar nesse ponto, mas política de frente é algo distinto do que foi desenvolvido no Brasil. Frente significa trabalho comum e formulação comum. O PT tem uma indiscutível propensão hegemônica. Agrega, distribui cargos, mas quer o monopólio nas questões essenciais, como política externa.

Houve erros de interpretação dos ventos de direita que sopram no mundo. É difícil entendê-los, porque em cada país sopram de um jeito especial. No meu entender, a corrupção tem papel no Brasil. Mas é desconcertante para essa interpretação ver a vitória parcial de Flávio Bolsonaro. Ele tem os mesmos problemas de um político convencional, enriquecendo silenciosamente ao longo de seus mandatos.

O vento que soprou no Senado, de certa forma, atinge a Câmara. No caso específico do Rio de Janeiro, houve muitas baixas entre deputados de esquerda, uma estranha lista dos mais votados e a derrota parcial de quem parecia favorito, Eduardo Paes.

É difícil interpretar esse tsunami depois de um longo fim de semana de trabalho. Precisaremos de mais tempo, flexibilidade e abertura para entender melhor o que se passa no Brasil. Precisamos também de mais tolerância no debate. Não dá para avançar quando se pune o exercício do pensamento com agressões morais.

Detesto enfoques do tipo “bem que avisei”. No meu caso, avisei muito timidamente. Poderia ter feito mais, porque minha vida também estava em jogo. Dediquei anos à legislação ambiental, e ela será a primeira vítima.

Diziam no passado que a esquerda só se une na prisão. Ela tem uma excelente oportunidade de se unir nessa derrota parcial. Os anos que virão, com um Congresso dominado, serão difíceis. Deveríamos superar a arrogância, a lacração e nos tratarmos com a fraternidade dos outros tempos. Sabemos menos que pensamos, podemos menos que imaginamos, não sei mais o que falta para nos aplicarmos uma boa dose de humildade.

Texto e imagem reproduzidos do site: gabeira com br

sábado, 3 de outubro de 2026

ELEIÇÕES 2026 - BRASIL - SERGIPE

---------------------------------------


Eleições 2026: Fábio Mitidieri é reeleito GOVERNADOR DE SERGIPE com 59,04% dos votos

Candidato do PSD vence a disputa no primeiro turno e permanece no comando do estado ao lado do vice Jeferson Andrade

Portal A8SE

Fábio Mitidieri (PSD) foi reeleito governador de Sergipe neste domingo (4), no primeiro turno das Eleições 2026. Com mais de 660 mil votos, o candidato garantiu a vitória na disputa pelo Governo do Estado e seguirá no cargo ao lado do vice-governador Jeferson Andrade (PSD).

Durante a manhã, o atual governador votou no Colégio Dinâmico, em Aracaju. Ele esteve acompanhado da primeira-dama, Érica Mitidieri.

Após a votação, o gestor acompanhou a apuração ao lado de familiares, na residência dos pais, no bairro Coroa do Meio, em Aracaju. A vitória confirma a permanência de Fábio Mitidieri no comando do estado para um novo mandato.

Aos 49 anos, Fábio Mitidieri é administrador e já foi vereador de Aracaju, secretário municipal de Esporte e Lazer, secretário de Estado do Trabalho e deputado federal por dois mandatos. Em 2022, foi eleito governador de Sergipe pela primeira vez.

Jeferson Andrade também integra o PSD e foi escolhido para compor a chapa na disputa pela reeleição. A chapa concorreu pela coligação “Sergipe Cresce com Você” pelo Partido Social Democrático (PSD).

Texto reproduzido do site a8se com 

-----------------------------------------

Publicação compartilhada do site INFONET, de 4 de outubro de 2026

Eleições 2026

Confira a lista dos DEPUTADOS ESTADUAIS eleitos em Sergipe

Confira os nomes dos 24 parlamentares eleitos pelo estado para a Assembleia Legislativa de Sergipe nas Eleições 2026

As urnas definiram, neste domingo, 4, os 24 deputados estaduais que representarão Sergipe na próxima legislatura da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese). Entre os 309 candidatos que disputaram as vagas, Cristiano Cavalcante foi o mais votado, com 52.765 votos.

A apuração dos votos em Sergipe foi encerrada às 22 horas deste domingo. Em todo o estado, 1.737.460 eleitores estavam aptos a votar.

Confira a lista dos deputados estaduais eleitos por Sergipe:

Cristiano Cavalcante (União) — 52.765 votos

Jorginho Araújo (PSD) — 49.550 votos

Zezinho Sobral (PSB) — 44.155 votos

Maisa Mitidieri (PSD) — 41.559 votos

Antônio Bala (MDB) — 39.949 votos

Adailton Martins (PSD) — 38.977 votos

Dra. Lidiane Lucena (União) — 33.935 votos

Paulo Jr. (PV) — 31.195 votos

Netinho Guimarães (União) — 30.937 votos

Marcelo Sobral (União) — 30.733 votos

Kaká Santos (União) — 30.234 votos

Pato Maravilha (União) — 29.601 votos

Luciano Bispo (PSD) — 29.086 votos

Marcos Oliveira (Republicanos) — 28.838 votos

Luciano Pimentel (PL) — 28.644 votos

Georgeo Passos (Republicanos) — 28.088 votos

Coronel Ribeiro (PSD) — 27.696 votos

Fábio Henrique (MDB) — 24.177 votos

Ibrain de Valmir (PV) — 23.313 votos

Camilo Daniel (PT) — 23.285 votos

Ana Luiza (Republicanos) — 22.564 votos

Fernandinho Franco (PL) — 22.476 votos

Kitty Lima (PSB) — 18.827 votos

Norberto Pinto (Avante) — 18.733 votos

----------------

Por Aline Souto e Verlane Estácio 

Texto reproduzido do site: infonet com br

--------------------------------------------


Publicação compartilhada do site A8 SE., de 4 de outubro de 2026 

Conheça os SENADORES eleitos por Sergipe nas Eleições 2026

Rogério Carvalho (PT) e Alessandro Vieira (MDB) ocupam as duas vagas de representação de Sergipe no Senado Federal

Portal A8SE

Rogério Carvalho (PT) e Alessandro Vieira (MDB) foram eleitos Senadores por Sergipe nas Eleições 2026 com 21,91% e 17,14% dos votos, respectivamente. Os dois candidatos conquistaram as duas vagas destinadas ao estado no Senado Federal para o mandato de oito anos.

Neste ano, os eleitores sergipanos escolheram dois candidatos ao Senado. A eleição foi definida pela maioria simples dos votos, e os dois nomes mais votados foram eleitos.

Rogério Carvalho, que já exerce mandato no Senado, disputou a reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Alessandro Vieira, também senador em exercício, concorreu novamente ao cargo pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

Com o resultado, os dois permanecerão na representação de Sergipe no Congresso Nacional pelos próximos oito anos.

Rogério Carvalho

Rogério Carvalho foi eleito com mais de 470 mil dos votos válidos. Médico e natural de Aracaju, ele é formado em Medicina pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e já foi secretário municipal de Saúde de Aracaju, secretário de Estado da Saúde, deputado estadual e deputado federal. Em 2018, foi eleito senador pela primeira vez e, em 2026, conquistou a reeleição.

Alessandro Vieira

Alessandro Vieira foi eleito com mais de 370 mil dos votos válidos. Natural de Passo Fundo (RS), ele é formado em Direito e construiu carreira em Sergipe como delegado da Polícia Civil, tendo também comandado a instituição. Em 2018, foi eleito senador pela primeira vez e, em 2026, conquistou um novo mandato pelo MDB.

Texto reproduzido do site a8se com 

-----------------------------------------------


Publicação compartilhado do site A8 SE., de 4 de outubro de 2026

Eleições 2026: confira os DEPUTADOS FEDERAIS eleitos por Sergipe

Oito nomes foram eleitos para representar o estado na Câmara dos Deputados a partir de 2027

Portal A8SE

Nas Eleições 2026, os sergipanos escolheram oito deputados federais que irão representar o estado na Câmara dos Deputados, em Brasília, pelos próximos quatro anos. A definição das vagas ocorreu pelo sistema proporcional, a partir da votação obtida pelos partidos e federações, com os candidatos mais votados dentro de cada legenda ocupando as cadeiras. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Confira a lista dos deputados federais eleitos por Sergipe:

Yandra Moura - União Brasil (UNIÃO): 115.903 votos

Cláudio Mitidieri - Partido Socialista Brasileiro (PSB): 105.865 votos

João Daniel - Partido dos Trabalhadores (PT): 88.900 votos

Fábio Reis - Partido Social Democrático (PSD): 82.533 votos

Delegada Katarina - Partido Social Democrático (PSD): 71.592 votos

Ícaro de Valmir - Republicanos: 66.696 votos

Capitão Samuel - União Brasil (UNIÃO): 66. 342 votos

Gustinho Ribeiro - Progressistas (PP): 58. 289 votos

Texto reproduzido do site: a8se com