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quarta-feira, 27 de agosto de 2025

A vileza de Eduardo Bolsonaro contra a “anistia light”

Artigo compartilhado do BLOG DO ORLANDO TAMBOSI, de 25 de agosto de 2025

A vileza de Eduardo Bolsonaro contra a “anistia light”

Lula é quem vem tirando vantagem da articulação de Eduardo Bolsonaro com Trump contra o Brasil. Embora não muito bem avaliado, a rejeição ao atual presidente diminuiu. Catarina Rochamonte para O Antagonista:

Na algazarra em torno das baixarias contidas no celular de Jair Bolsonaro apreendido pela Polícia Federal muito se tem comentado sobre a falta de inteligência do ex-presidente em – nessa altura dos seus rolos com a lei e a ordem, réu em processo e cumprindo penas cautelares – ter deixado ao alcance de qualquer batida policial um aparelho com mensagens tão comprometedoras e constrangedoras.

De todo modo, a divulgação das mensagens no relatório da PF deixou, mais uma vez, escancarado o charco político onde se atolaram os brasileiros.

Os protagonistas das mensagens reiteram e confessam certos cometimentos que as investigações poderão concluir que sejam crimes. A linguagem com que o fazem é um constrangimento à parte.

Por ter sido considerado imaturo por Jair Bolsonaro, o filho Eduardo respondeu chamando o pai de “ingrato do c******” e mandando um “VTNC”.

Já o pastor Silas Malafaia, pregador evangélico de quem seria de se esperar alguma compostura verbal, também apelou para palavras de baixo calão, empenhado que estava em gerar intrigas entre Bolsonaro e o governador de São Paulo:

“Tarcísio nunca te ajudou em nada no STF. Sempre esteve de braço cruzado vendo você se f**** e se aquecendo para 2026”. Adiante, completou: “Você está com a faca e o queijo na mão. Se errar a estratégia, sifus!”.

Vê-se que Malafaia pretende monopolizar Bolsonaro, mas sua avaliação do quadro jurídico e político-eleitoral é equivocada: faz tempo que o ex-presidente Jair Bolsonaro não está “com a faca e o queijo na mão”; a bem da verdade, ele está com a faca no pescoço, em situação ruim e destino pior previsto para muito breve.

Embora o apoio declarado do presidente do país mais poderoso do mundo não deixe de ser um trunfo nas mãos dos bolsonaristas, o próprio Malafaia questionou a solidez deste apoio e detonou o autodeclarado estrategista dos ataques do governo Trump ao Brasil, Eduardo Bolsonaro, como um “babaca” e um“estúpido de marca maior”.

Tudo é estúpido neste teatro de absurdos, mas me causou especial indignação a declaração de Eduardo Bolsonaro contra o projeto de Anistia aos invasores da praça dos Três Poderes: “Se a anistia light passar, a última ajuda dos EUA terá sido o post de Trump. Eles não irão mais ajudar…”, escreveu o deputado ao seu pai.

O que Eduardo chama de “anistia light” é a anistia destinada a tirar da prisão os “bagrinhos” que, tendo se prestado a serem bucha de canhão e massa de manobra dos “tubarões” que efetivamente planejaram um golpe de Estado, foram condenados a penas escandalosamente abusivas por Alexandre de Moraes e seus pares no STF.

Aos Bolsonaro, e a Eduardo em particular, apenas os Bolsonaro interessam. O resto do Brasil e dos brasileiros que se danem.

Novo fôlego para Lula

Desde que, derrotando um regime de atraso, Jair Bolsonaro se elegeu presidente da República em 2018, o bolsonarismo tornou-se outro fator de atraso para o Brasil. Tão ruim foi o governo Bolsonaro que Lula voltou.

No combate ao atual governo, o bolsonarismo revelou-se como a mais antidemocrática e estúpida de todas as oposições: começou tentando um golpe de Estado e está chegando ao fim em meio a uma pérfida traição internacional contra o seu próprio país.

Lula vem tirando enorme vantagem da estupidez bolsonarista. Segundo as últimas pesquisas de opinião, embora não muito bem avaliado, a rejeição do atual presidente diminuiu e ele venceria qualquer candidato na eleição presidencial de 2026.

As pesquisas apontam também que os eleitores anseiam por alguma alternativa fora da polarização lulopetismo X bolsonarismo. Todavia, nenhum nome consistente – ou sequer promissor – tem aparecido para representar este ainda muito difuso desejo eleitoral.

Tudo indica que o buraco do atraso político bolsonarista vai ser fechado; é preciso cuidar, porém, para que o Brasil não continue sendo tragado pelo buraco mais fundo do atraso petista.

Texto e imagem reproduzidos do blog: otambosi blogspot com

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Bolsonarismo e Seus Pilares: Desinformação, Subversão da Democracia…

Artigo publicado originalmente no blog Cláudio Nunes, no site INFONET, em 29/11/2024

Bolsonarismo e Seus Pilares: Desinformação, Subversão da Democracia…

Nos últimos anos, o bolsonarismo consolidou-se como um movimento político peculiar no Brasil, apoiado em quatro pilares interligados: a desinformação, a instrumentalização religiosa, a subversão da ordem democrática e um patriotismo que mascara intenções autoritárias. A narrativa, centrada na figura do ex-presidente Jair Bolsonaro, gerou temores entre seus apoiadores sobre o futuro do país caso Luiz Inácio Lula da Silva retornasse ao poder. No entanto, um ano após a posse de Lula, os temores propagados não se confirmaram, expondo contradições no discurso bolsonarista.

A estratégia da desinformação

Desde as eleições de 2018, o bolsonarismo utiliza a desinformação como ferramenta central para consolidar apoio. Campanhas difamatórias e fake news espalharam a ideia de que Lula, se eleito, “acabaria com a educação, destruiria a economia, fecharia igrejas e desmantelaria as Forças Armadas”. A realidade, porém, aponta na direção oposta. A educação foi reforçada com programas de inclusão e aumento de verbas para universidades públicas. A economia apresenta sinais de recuperação com controle da inflação e aumento do investimento estrangeiro. E, ao contrário do discurso alarmista, Lula reafirmou a laicidade do Estado sem interferir no funcionamento de igrejas ou Forças Armadas.

Religiosidade política como arma

 Outro pilar do bolsonarismo é o uso da fé religiosa como elemento político. O discurso de “defesa da família e dos valores cristãos” tem sido usado para mobilizar fiéis, mas também para deslegitimar adversários políticos. Com Lula na presidência, o direito à liberdade religiosa permaneceu intacto, evidenciando que o alarmismo bolsonarista não passava de manipulação para fins eleitorais.

Subversão da ordem democrática

 Paradoxalmente, o bolsonarismo acusa seus opositores de autoritarismo enquanto promove ataques diretos à democracia. Os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 são o exemplo mais contundente dessa contradição. Revestidos de um discurso de “patriotismo”, os manifestantes tentaram desestabilizar o governo democraticamente eleito. O bolsonarismo, assim, não busca fortalecer a democracia, mas subvertê-la em prol de um projeto de poder.

Caos e desordem como combustível

 O bolsonarismo não sobrevive em cenários de estabilidade; ele se alimenta do caos, da desordem e de narrativas apocalípticas. Seus seguidores mais fanáticos são capazes de tudo: desde arquitetar um golpe de Estado até bater continência para um pneu em frente a quartéis, esperando por uma “intervenção divina”. Enquanto a democracia exige debates e acordos, o bolsonarismo prefere promover confusão e cenas tragicômicas que beiram o surrealismo político. É como se estivessem protagonizando uma versão brasileira de uma comédia de erros, mas com graves consequências para o país.

O “patriotismo” que ameaça a liberdade

 O patriotismo, no discurso bolsonarista, tornou-se uma bandeira para justificar atos antidemocráticos. Sob o pretexto de defender a “liberdade”, o movimento tenta camuflar sua verdadeira intenção: minar as instituições democráticas em nome de um governo autoritário. Ao longo do primeiro ano de governo Lula, ficou evidente que a liberdade de expressão e os direitos individuais continuam preservados. O bolsonarismo, porém, insiste em atacar o sistema democrático, promovendo uma liberdade que, na prática, visa destruir o próprio conceito de democracia.

Conclusão: A democracia sob ataque camuflado

 O retorno de Lula ao poder desmistificou o discurso bolsonarista. A educação, a economia, as igrejas e as Forças Armadas não foram destruídas. Pelo contrário, o governo reforçou pilares institucionais e buscou reconstruir um país fragmentado. O verdadeiro objetivo do bolsonarismo, ao se autoproclamar defensor da liberdade, é eliminar as bases democráticas que garantem a liberdade de todos.

Enquanto o bolsonarismo continuar apoiando-se na desinformação, instrumentalizando a religião e promovendo a subversão da ordem, será essencial que o debate público esteja ancorado em fatos e na proteção dos valores democráticos. A verdadeira liberdade só existe onde há respeito às diferenças e às instituições que garantem a pluralidade e o Estado de Direito.

Texto e imaagem reproduzidos do site: infonet com br/blogs/claudio-nunes