Publicação compartilhada do site JLPOLÍTICA, de 22 de abril
de 2021
Alessandro Vieira: “Tenho uma forma de trabalhar que muda a
dinâmica do compadrio da política de Sergipe”
Por Jozailto Lima (Coluna APARTE)
Alessandro Vieira: “Ninguém do grupo tem discutido
candidaturas majoritárias com outros partidos”
O senador Alessandro Vieira, Cidadania, é o nome que esse
segmento de oposição do Governo de Sergipe vem trabalhando para disputar a
sucessão do governador Belivaldo Chagas em 2022.
A pré-candidatura dele está, diga-se assim, em infusão. À
espera da hora certa para ser levada ao forno da disputa. Crítico do modelo
como Sergipe é tocado administrativamente, Alessandro Vieira não nega
disposição para o embate eleitoral -e até nem tem nada a perder, posto que o
mandato dele vai a 2027.
“Acredito que em 2022 vai chegar a hora acabar com esse
roteiro, que já tem décadas em Sergipe, de trocas de favores e de acordos.
Tenho uma forma de trabalhar que muda a dinâmica da política de Sergipe. Que
muda essa dinâmica do compadrio, que levou a gente até onde a gente está”, diz
ele.
E é com esse portfólio que Alessandro Vieira quer ir à
disputa. “Eu tenho como claro para mim que não dá para abrir mão de tentar
ajudar Sergipe”, revela, com metáfora, essa disposição em bate papo com a
Coluna Aparte. Leia.
Aparte - O que é que o grupo do senhor e do Cidadania pensa
para a sucessão estadual de Sergipe de 2022?
Alessandro Vieira - Nós já temos uma definição de que vamos
apresentar candidaturas dentro desse agrupamento de oposição, tentando garantir
uma boa chapa de deputados estaduais e federais.
Aparte - Mas marcarão espaços com candidaturas majoritárias
- ao Governo do Estado e ao Senado?
Alessandro Vieira - Ao Governo do Estado, com certeza. Ao
Senado, está em avaliação.
Aparte - O nome a disputar o Governo do Estado é o de
Alessandro Vieira?
Alessandro Vieira - Isso daí vai ser decidido mais adiante.
É natural que neste momento o nosso seja o nome mais forte - mas isso é decisão
para mais à frente.
Aparte - Mas se no mais adiante definir-se por seu nome, o
senhor se submeterá à candidatura?
Alessandro Vieira - Sim. Eu tenho como claro para mim que
não dá para abrir mão de tentar ajudar Sergipe.
Aparte - O mandato de dois anos do senhor como senador
sinaliza para daqui a pouco menos de dois lhe colocar como um nome forte na
disputa pelo Governo? Qual é a análise que o senhor faz disso?
Alessandro Vieira - Esta análise quem vai acabar apontando é
o eleitor. Mas o que muita gente já sabe é que o que tenho de concreto é uma
atuação forte e firme nos âmbitos nacional e local, e o fato de eu ser uma das
poucas lideranças de oposição que confrontam o Governo do Estado e que tenho
uma forma de trabalhar que muda a dinâmica da política de Sergipe. Que muda
essa dinâmica do compadrio, que levou a gente até onde a gente está.
Aparte - Uma eventual candidatura do senhor seria uma reação
a esse “estado de compadrio” e de relacionamento afável?
Alessandro Vieira – Sim. Acredito que em 2022 vai chegar a
hora acabar com esse roteiro, que já tem décadas em Sergipe, de trocas de
favores e de acordos.
Aparte - O senhor considera que o Grupo Cidadania agrega a
quem, no sentido de outras siglas?
Alessandro Vieira - Quando a gente pensa em 2022, tem-se o
PSDB, o PSB e o PL. Esse momento - pelo menos foi a nossa decisão - é o de que
todos cuidem primeiro da sua casa, porque a expectativa é a de que a gente
tenha a legislação eleitoral sem alteração, então não cabe coligação
proporcional, e que cada partido que quer se manter precisa montar sua chapa.
Ninguém do grupo tem discutido candidaturas majoritárias com outros partidos.
Aparte - Na matriz Cidadania, o senhor imagina um deputado
federal e mais um ou dois deputados estaduais além dos três com mandatos?
Alessandro Vieira - Eu acredito que a tendência clara é a de
ter a manutenção da bancada na Alese, com talvez mais uma vaga, a depender do
empenho geral do partido. Nomes bons nós temos vários. Quando a gente vai para
a ponta do lápis, na matemática dos votos, eu acredito que o partido deve fazer
quarto deputados estaduais - a gente pode acrescentar mais um aí na Alese. E
vamos buscar um nome federal.
Aparte - O senhor visualizaria este nome para deputado
federal?
Alessandro Vieira - É precoce apontar nomes agora. Mas temos
bons, tanto na atuação como deputados estaduais e como vereadores do partido,
como temos a Danielle Garcia, que foi uma liderança muito bem aprovada na
votação de prefeita de Aracaju agora em 2020.
Aparte - Como está a sua relação com Danielle no pós-eleição
de 2020?
Alessandro Vieira - É a mesma de sempre: uma excelente
relação. A minha relação com Danielle só tem atrito e tumulto nas colunas de
Diógenes Brayner.
Aparte - Qual é a dimensão, ou atribuição, do Milton Andrade
nesse processo de 2022?
Alessandro Vieira - Milton é um amigo nosso e um parceiro de
construção dessa nova ideia de uma política diferente. Mas ele está nessa etapa
de construção de uma chapa pelo partido que preside a Executiva de Municipal de
Aracaju, que é o PL. O trabalho dele está focado nesse ajuste de chapa do
partido que ele representa.
Aparte - O senhor não vislumbra um encaixe do nome dele numa
candidatura ao Senado, a deputado federal?
Alessandro Vieira - O Milton Andrade nunca mostrou interesse
pela questão legislativa - eu até o consultei na eleição passada. Mas eu
particularmente acho que ele é um grande nome para qualquer função.
Aparte - O senhor tem pesquisas que apontem sobre a receptividade do mandato e da pessoa pública de Alessandro Vieira pelos sergipanos no pós-eleição de 2018?
Alessandro Vieira -Temos, e elas apontam excelente
receptividade, graças a Deus.
Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolitica.com.br

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