Publicação compartilhada do BLOG DO ORLANDO TAMBOSI, em 17
de junho de 2021
Adeus também foi feito pra se dizer
O sistema montado pelos democratas no poder exauriu a
riqueza e espantou a classe média. Flávio Quintela para a Gazeta do Povo:
Já ouviram alguém dizer que, se comunismo fosse bom, as
pessoas fugiriam de Miami em direção a Cuba, e não o contrário? Seja qual for a
sua resposta, a verdade é que essa afirmação tem comprovação empírica em nosso
mundo atual. Venezuela, Cuba e Coreia do Norte que o digam. As pessoas querem
fugir desses lugares, e a grande maioria delas tenta ir para o país que melhor
representa o capitalismo e a economia de mercado em todo o mundo, os Estados
Unidos da América.
Peguemos agora somente os Estados Unidos. O país é composto
por 50 estados e o nível de independência legislativa e jurídica dessas
entidades é mais que suficiente para resultar em realidades muito distintas no
tocante ao ambiente de negócios, à segurança pública, à qualidade de vida, ao
respeito às liberdades individuais etc. Portanto, da mesma forma que
venezuelanos têm abandonado seu país por causa da destruição econômica e do
caos social perpetrados pelo governo ditatorial de Nicolás Maduro,
norte-americanos têm abandonado certos estados e se mudado para outros em busca
de menos impostos e melhor qualidade de vida.
Mas de onde e para onde os norte-americanos estão se
mudando? A pandemia não mudou a tendência que já vinha se mostrando forte na
última década. A empresa North American Moving Services, especializada em
mudanças de longa distância dentro dos Estados Unidos, realiza todos os anos
uma compilação dos seus dados e dos dados de diversas empresas do mesmo
segmento, e emite um estudo mostrando tendências e mudanças de ano para ano. E
os dados do estudo mais recente dizem o seguinte:
*Os estados com fluxo migratório de saída mais acentuado são
Illinois (69% de migrantes saindo, 31% entrando), Nova York (65% contra 35%) e
New Jersey (64% contra 36%);
*A Califórnia vem em quarto lugar, quase empatada com New
Jersey, mas muito acima se considerados números absolutos. E os destinos
preferidos dos californianos têm sido Texas e Idaho;
*Maryland (estado que abriga a violenta Baltimore),
Pensilvânia e Michigan completam a lista dos sete “fornecedores” de migrantes.
*Do outro lado, com fluxo migratório de entrada, estão Idaho
(70% de migrantes entrando, 30% saindo), Arizona (64% contra 36%), Carolina do
Sul e Tennessee (ambos com 63% contra 37%);
*Carolina do Sul, Flórida e Texas completam a lista dos
estados mais “consumidores”.
Há quatro razões principais para que o sul do país, onde
estão seis dos sete estados que mais recebem migrantes, esteja nessa situação.
1.Os estados do sul têm vivido um crescimento econômico
pujante devido à mudança de sede ou da abertura de filiais de inúmeras empresas
de grande e médio porte. Fazer negócios nesses estados custa muito menos para
as empresas, que não somente pagam menos impostos, mas também gastam menos com
salários, uma vez que o custo de vida é menor;
2.Estados como Texas, Flórida e Tennessee não cobram imposto de renda estadual de indivíduos. O Arizona e a Carolina do Sul cobram, mas a alíquota é baixa, 4% ou menos. Em comparação, Nova York cobra 6% e a campeã, Califórnia, cobra 7,75%;
3.O sul tem clima mais quente, e muita gente simplesmente
cansa de ver tanta neve na vida. O fluxo migratório da terceira idade é quase
que inteiramente em direção ao sul;
4.As cidades do sul são mais espaçosas e espalhadas. Em
decorrência disso, há menos congestionamentos, menos aglomerações e mais
facilidade para se ter um “espaço próprio”, algo mais em voga que nunca em
tempos de pandemia.
Três estados se destacam no estudo, em virtude da motivação
principal dos migrantes. Para os migrantes do Michigan, a principal razão de
mudança é a dificuldade de se encontrar bons empregos, especialmente após o
declínio da indústria automobilística na área de Detroit. Para os que abandonam
Illinois, o grande problema do estado são as políticas públicas falidas, que
resultaram em violência urbana e baixa qualidade de vida. Para os
californianos, cujo estado figura entre os que mais fornecem migrantes
ininterruptamente desde 2015, o grande problema é o alto custo de vida e a
dificuldade de encontrar moradia que caiba no orçamento doméstico.
Obviamente, como entidade não política e sem nenhuma
intenção de perder clientes, a North American Moving Services para seu
relatório por aí, e não desenvolve a conclusão óbvia ululante: todos os estados
fornecedores são governados por democratas, bem como suas principais áreas
metropolitanas estão nas mãos de prefeitos do partido há décadas. O último
prefeito republicano de Detroit foi Louis Miriani, que deixou o cargo em 1962.
Nas últimas seis décadas, só deu o Partido Democrata por lá. Em Chicago, faz 90
anos que não se vê um republicano na prefeitura. Nova York teve apenas dois
prefeitos republicanos no último século, e foram os que marcaram a cidade com
melhores administrações. O mais recente deles, Rudy Giuliani, foi o responsável
pela erradicação da violência urbana que marcou a megalópole nos anos 1980. O
outro foi Fiorello La Guardia, cujo sobrenome ficou eternizado em um dos três
grandes aeroportos da região. Para terminar, São Francisco, que hoje espanta
turistas e moradores com o metro quadrado mais caro do país e também com a
maior população de moradores de rua entre todas as grandes metrópoles
americanas (e, com eles, uma quantidade de excremento e sujeira que impede
qualquer tentativa de caminhada pelas ruas da cidade), elegeu seu último
prefeito republicano em 1956.
Pode até ser lugar-comum citar a frase de Margaret Thatcher,
mas ela é suficientemente genial para permitir esse pecado: o socialismo dura
até acabar o dinheiro dos outros. Esses grandes centros citados acima, que nas
últimas décadas têm sido palco dos maiores radicalismos da esquerda
norte-americana, não têm mais fôlego para gerar crescimento. O sistema montado
pelos democratas no poder exauriu a riqueza e espantou a classe média. A
Califórnia, por exemplo, está fadada a ser um estado de gente muito pobre ou
muito rica, pelo menos nas grandes regiões metropolitanas de San Diego, Los
Angeles e São Francisco. Aliás, a extinção da classe média é um fenômeno sempre
presente nos lugares com sucessivos governos de esquerda marxista, e condiz com
a verdadeira realidade dessa doutrina: a distribuição da pobreza e a acumulação
da riqueza por uma elite minúscula e dominante.
Diante de circunstâncias adversas, de governos inaptos e da deterioração da qualidade de vida, cada vez mais gente faz coro com a canção. Adeus, bye-bye, so long, farewell.
Texto e imagem reproduzidos do site: otambosi.blogspot.com

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