Sergipe del Rey: propriedade de poucos. Precisa tocar fogo no parquinho
BLOG CLÁUDIO NUNES, em 4 de novembro de 2021
Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
Sergipe del Rey é de propriedade de poucos. Eles dividem as benesses para eles, só olham os próprios umbigos.
E não pense que a solução passa por mudança no voto “democrático. Não, não adianta! Estas castas vêm de longo, longo tempo mesmo.
E boa parte não sabe e nem tem coragem de trabalhar. São verdadeiros sanguessugas, cujas veias correm o sangue asqueroso desde do “descobrimento” do Brasil.
Quem conhece um pouco da história, principalmente do Nordeste do Brasil, e já teve a oportunidade de ler Gaspar Barléu, assessor de Maurício de Nassau, cujo livro contou a história vista por ele do período de dominação holandesa em quase todo o Nordeste, tem uma pérola sobre Sergipe que mostra que, desde o início, os “donos” deste Estado achavam-se acima de todos os outros:
“Tu, Sergipe, pões em face de tuas moradas as flamas de Febo, e sozinho queres ser chamado de el Rei.”
A Indignação é constante! Neto de uma geração que pensava na humanidade
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BLOG CLÁUDIO NUNES, em 5 de novembro de 2021
Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
"O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” (Cláudio Abramo).
Alguns amigos elogiaram o artigo de ontem, 04, sobre a indignação de saber que em Sergipe del Rey nada muda. A indignação não é apenas do blog.
A indignação é constante sim! E ela não é com pessoas, mas com um sistema voraz que privilegia poucos em detrimento de muitos. O saudoso professor Déda, quando estava despachando numa sala do Centro de Convenções, no período da transição (final de 2006), recebeu este jornalista. Antes do bate papo ele desabafou: “Você não sabe os pedidos que estou recebendo. Autoridades do judiciário pedindo a manutenção de cargos, pessoas que pensei que desejavam que este sistema acabasse…” Foram mais ou menos estas as palavras de Déda. Ele teve boa intenção e tentou, mas não conseguiu desmantelar a teia do sistema que foi formada desde a formação de Sergipe.
Sim, caro leitor, a indignação continuará! Este jornalista é Neto de uma geração que, com muito orgulho, só pensava no bem da humanidade. Fazia política não por cargos e arranjos, mas por convicções ideológicas, certas ou não, ela não pensava em dinheiro e muito menos no poder para perseguir e prejudicar as pessoas. Uma geração que fazia cotas quando um deles passava por problemas financeiros.
Uma geração que poucos conhecem e mesmo sem constarem seus nomes nos livros da história de Sergipe, quem pesquisar vai saber que ela fez história sim: Manuel Vicente, Burguesia, Careca, Lídio da Cocada, Pedro Ilário, Durval Santana, José Nunes, Agonalto Pacheco, Aquilino Massena, Carisvaldo, Antônio Bittencourt, Milton Coelho, Marcélio Bomfim e muitos outros. A maioria anônima, mas referenciada por aqueles que conhecem a verdadeira história de Sergipe e os movimentos sociais.
Outros – mais novos e ainda vivos – se desvirtuaram no caminho para alcançarem seus objetivos pessoais e financeiros, esquecendo e maculando a luta de uma geração pela coletividade. Se curvaram ao sistema!
Por isso tudo, por eles e por acreditar que cada um deve fazer a sua parte é que a indignação com a mesmice em Sergipe del Rey continuará.
Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br


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