Publicado originalmente no site INFONET, em 15 de dezembro de 2021
Bolsonaro e asseclas são inimigos da liberdade de imprensa. Vergonha!
Do Blog Cláudio Nunes/Infonet
No final de outubro, em Roma, para o encontro dos chefes de Estado das 20 maiores economias, agentes de segurança de Bolsonaro agrediram jornalistas e ele disse depois nada ter a ver com isso. Pior: negou ter presenciado o que aconteceu à sua frente.
Desta vez não tem como negar porque há filmes. Uma equipe da TV Bahia, afiliada da TV Globo, foi agredida, ontem (12), por seguranças e apoiadores de Bolsonaro durante a visita que ele fez às cidades atingidas pelos temporais no extremo sul da Bahia.
A repórter Camila Marinho foi agarrada pelo pescoço por um segurança, como num golpe de “mata-leão”. Outro tentou impedir que os jornalistas apontassem os microfones em direção a Bolsonaro. Ao ser tocado pelos microfones, o segurança ameaçou:
— Se bater de novo vou enfiar a mão na tua cara. Não bata em mim.
Bolsonaro limitou-se a afagar o ombro do segurança agressor na esperança de acalmá-lo. Na hora, não o repreendeu com a severidade merecida. Em seguida deu às costas para os jornalistas quando um deles foi atacado por um dos seus apoiadores.
A campanha eleitoral de 2022 sequer começou oficialmente e as coisas já estão assim por culpa exclusiva do presidente da República que não cansa de mandar os jornalistas calarem a boca, e que já ameaçou “encher de porrada” a boca de um deles.
Bolsonaro quer uma imprensa subserviente que só lhe pergunte o que ele aprecia responder. Uma fatia da imprensa brasileira comporta-se ao seu gosto, mas a maior parte dela, não. O que ele deseja é o que todos os que o antecederam no cargo desejaram.
Mas há uma escandalosa diferença: desde a redemocratização do país em 1985, somente Bolsonaro expressou sua fúria contra os jornalistas e as empresas que os empregam. Somente ele estimulou a violência contra os que se restringem a cumprir seu papel.
Presidentes em apuros tentam confundir-se com o Estado na esperança de ser poupados de críticas. De fato, sua honra é distinta da honra nacional. Eles passam, o país fica. E muitos acabam sendo reduzidos pela História a simples notas de pé de página.
As eleições 2022 serão tensas! Espera-se que os adoradores hoje reduzidos, diminuam mais ainda. E que Bolsonaro e seus asseclas, no fim do ano de 2022 sejam uma página da vergonha do País que vai demorar muito para soerguer sua imagem internacional.
Texto reproduzido do site: infonet.com.br
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