segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Jozailto Lima ENTREVISTA Antônio Samarone

Publicação compartilhada do site JLPOLÍTICA, de 19 de novembro de 2022

Jozailto Lima ENTREVISTA Antônio Samarone

Antônio Samarone: “É preciso cuidado total. Se matarem Lula, eles resolveram o problema deles”

“Há várias contradições nesse negócio de fraude. Só houve fraude para a eleição de presidente?”

A conflagração política brasileira, com ares de fundamentalismo a partir da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, PT, sobre Jair Bolsonaro, PL, que reúne uma elite empresarial encastelada em ódio e em pedidos de anulação da eleição do dia 30, é algo muito perigoso, com perspectivas assombrosas de atentado contra a vida do eleito.

Essas possibilidades são levantadas pelo médico, pesquisador, político, mestre em Sociologia e professor da Universidade Federal de Sergipe Antônio Samarone, 67 anos. Para ele, a armadilha de um atentado contra Lula está ativada pelos signatários do bolsonarismo mais fundamentalistas e é bom não haver descuido diante disso.

“É preciso tomar cuidado total e total. Porque eles têm nisso uma saída: se matarem Lula - é só um tiro - resolveram o problema deles. Uma vez que não tenha saída institucional nem de mobilização, o atentado em um país como o Brasil é muito perigoso”, diz Samarone nesta Entrevista Domingueira.

Sem concessões e nem populismos, Antônio Samarone promove uma análise geral dos problemas do Brasil na esfera do ódio político e aponta profunda desarmonia na tese de que essa eleição nacional tenha sido fraudada.

“Há várias contradições nesse negócio de fraude. Primeiro, só houve fraude para a eleição de presidente? E para governador, senador, deputados, a eleição foi legítima? Eu vi uma notinha dizendo que o PL vai recorrer. Mas pera: vai recorrer a quem? À Justiça? Para acusar que a Justiça está sendo ilegal e vai querer que a Justiça se condene?”, questiona Samarone.

Nessa Entrevista, Samarone vai fazer uma exegese profunda da origem dessa figura que se amotinou nas portas dos quartéis do Exército brasileiro com visão golpista - “antes era o chamado “cidadão de bem” e agora vira o “patriota””.

“E que diabos é um patriota? Quem é ele? É uma dissonância cognitiva, porque eles acreditam em coisas estranhas, acreditam que o Exército pode salvar”, diz.

Samarone vai falar da eleição de Sergipe, dirá que o governador eleito Fábio Mitidieri, PSD, pode mudar a cara do Estado, “porque se elege sem cabrestos impeditivos”, conceituará a derrota de Rogério Carvalho, PT, e dirá que Valmir de Francisquinho, PL, só sobreviverá politicamente se adotar uma postura de alinhamento com os Governos de Sergipe e do Brasil.   

Antônio Samarone de Santana nasceu no dia 15 de dezembro de 1954 em Itabaiana. Ele é filho Elpídio José de Santana e Maria de Lourdes Santana. É casado com Maria Betânia de Albuquerque Lafaiete e é pai Felipe Samarone Albuquerque Lafaiete, de 26 anos.

Ele médico formado desde 1979 pela Universidade Federal de Sergipe, com especialidade em Saúde Pública - é um sanitarista - pela UFRMG, em Medicina do Trabalho pela Universidade Estadual de Goiás - UEG - em Psiquiatria pela Estácio de Sá e é mestre em Sociologia pela UFS.

A criança Antônio Samarone na primeiríssima infância, em casa dos pais Elpídio José de Santana e Maria de Lourdes Santana na sua Itabaiana Grande

Samarone é aposentado como agente da inspeção do trabalho do Ministério do Trabalho e é professor em atividade na UFS. Ele disputou cinco mandatos públicos e se elegeu duas vezes vereador de Aracaju. Foi delegado do Trabalho em Sergipe, secretário de Saúde do município de Aracaju e Superintendente da SMTT da capital.

“Fábio Mitidieri só vai se encabrestar se quiser. Esta é uma decisão dele. Eu tenho esperança de que Fábio faça um bom governo, porque senão, do contrário, Sergipe se acaba de vez”, diz Samarone.

A Entrevista com Antônio Samarone vale a leitura.

Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolitica.com.br

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