Artigo compartilhado do BLOG DO ORLANDO TAMBOSI, de 10 de setembro de 2026
O STF na hora da verdade: investigação ‘rigorosa’ ou apenas jogo de cena?
Não se está falando em punição ou juízo prévio, mas apenas a autorização para que se investigue aquilo que é óbvio que deve ser investigado. Resume do vídeo de Fernando Schüler para o Estadão:
No vídeo desta quinta-feira, 10, o colunista Fernando Schüler trata da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e a expectativa acerca da reunião da próxima terça-feira, 15, marcada para a avaliação de um pedido de investigação das mensagens de Daniel Vorcaro com Alexandre de Moraes.
“Foi de longe a decisão mais importante tomada pelo ministro Fachin, atendendo, de certa maneira, a uma demanda dos ex-presidentes do Supremo que fizeram uma carta pedindo uma sessão pública para que se autorize ou não a investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes e outras questões”, diz Schüler, lembrando que o Supremo autorizou formalmente a investigação de um dos seus membros.
“A gente viveu um momento histórico também, algo que não acontecia desde Floriano Peixoto, recentemente, quando o Senado Federal recusou a indicação de Jorge Messias. Vai que 2026 seja um ano de decisões extraordinárias, mas eu quero dizer que eu não acredito. Eu sou o cético”, enfatiza.
Para Schüler, a cobrança por parte dos ex-presidentes da Corte é para haver de fato uma investigação. “Não é para fazer a reunião e aí, por maioria simples, ou por algum tipo de pendenga jurídica ou filigrana jurídica, anular a decisão, ou anular a própria sessão, ou cancelar a sessão. Isto é uma tradição brasileira. A tradição do ‘deixar disso’, a tradição da procrastinação, a aposta no cansaço das pessoas, no esquecimento”, lembra.
O colunista diz que não está falando em punição ou juízo prévio, mas “apenas a autorização para que se investigue aquilo que é óbvio que deve ser investigado”.
“Essas 52 mensagens do Daniel Vorcaro para uma conta chamada Alexandre de Moraes Brasília, com mensagem de leitura única, precisam ser investigadas”, diz ele, citando também o contrato do Master com o escritório Barci de Moraes.
Texto e imagem reproduzidos do blog: otambosi blogspot com

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