Publicado originalmente no site do GABEIRA, em 25 de agosto
de 2020
Diário da Crise CLIX
Por Fernando Gabeira (do Blog)
O dia hoje foi dedicado ao lançamento do programa Casa Verde
e Amarela. É uma reprodução do Minha Casa, Minha Vida. Cada governo quer dar um
nome próprio a esse instrumento de política social, extremamente importante nas
eleições.
Por falar em eleições, nos EUA os republicanos aclamam Trump
na sua convenção. Na cidade de Konesha, Wisconsin, seguem os protestos pelos
sete tiros que a polícia desfechou contra um homem negro.
Em Brasília, prenderam a cúpula da saúde do Distrito
Federal. Mais um caso de corrupção em plena pandemia, num lugar em que crescem
os casos de contágio.
Por falar em contágio, estamos todos de sobreaviso diante
das notícias de que houve reincidência de coronavírus em alguns pacientes: Hong
Kong, Holanda e Bélgica.
A OMS pede prudência. Pergunto-me se não foi um pouco de
otimismo supor que quem teve coronavírus estava imune por muitos anos. Não
sabíamos nada sobre o vírus e esta é uma das certezas que podem ser abaladas.
Por falar em abalo, é estarrecedora a história dessa
deputado Flordelis, acusada de matar o marido. Se as informações da polícia são
verdadeiras, ela tentou envenená-lo cinco vezes, antes de mandar matá-lo a
tiros.
Flordelis foi eleita com votos de crentes, começou como
cantora gospel e tinha inúmeros, creio que 51, filhos adotivos.
As informações adicionais que a polícia acrescenta sobre ela
seriam suficientes para a produãço de um desses seriados que povoam as telas da
Netflix.
No tempo em que se valorizavam os repórteres policiais,
certamente, surgiriam também excelentes histórias do tipo de A Sangue Frio,
aquele clássico livro de Truman Capote.
Finalmente, as agruras de Bolsonaro sobre sua vinculação a
Queiroz não acabaram. Saiu hoje uma denúncia de que o advogado da família
Bolsonaro, Frederick Wassef, pagou uma conta de R$ 10 mil ao urologista de
Queiroz.
Wassef não tem tradição de benfeitor. Escondeu Queiroz e
ainda pagou essa conta. De onde viria o dinheiro? Wassef não disse, mas
descobriram que era advogado da JBS e recebeu R$ 9 milhões da empresa. Soube-se
que visitou a Procuradoria e fez uma reunião a serviço da JBS. Segundo a
revista Crusoé, Bolsonaro telefonou para que o atendessem.
Ao assumir a proteção de Queiroz e gastar dinheiro com ele,
Wassef, certamente, esperava algo em troca da família Bolsonaro.
Pelo menos essa é regra em Brasília, onde não existe almoço
gratis, exceto os pagos pelos contribuintes.
Texto e imagem reproduzidos do site: gabeira.com.br

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