Pulicado originalmente no site JLPOLÍTICA, em 16/02/2020
Jozailto Lima ENTREVISTA Danielle Grcia
Danielle Garcia: “Nosso compromisso é com um mandato
eficiente e humanizado”
“Não será um caminho fácil a ser trilhado. Mas estamos
confiantes”
A bacharela em direito e delegada da Polícia Judiciária do
Estado de Sergipe Danielle Garcia pode até ser uma neófita, uma caloura, nesse
negócio de eleições, de disputas eleitorais. E o é.
Mas nem de longe isso a intimida ou a desanima no projeto de
tentar ser a sucessora do prefeito Edvaldo Nogueira, em Aracaju, nas eleições
de outubro deste ano.
Para isso, Danielle já foi sacramentada pelo grupo do
Cidadania como a pré-candidata a prefeita, tendo o emergente senador Alessandro
Vieira como uma espécie de padrinho.
Danielle Garcia, no entanto, não chega, aos 43 anos, para a
sua primeira eleição como uma menininha mimada, esperando que façam por ela o
que lhe é dever num páreo tão áspero como o de tentar ser prefeita da principal
e maior cidade sergipana, ainda mais tentando desbancar um prefeito que busca a
reeleição e um governador de Estado que o apoia.
“O sentimento de
esperança de ver nossa cidade mudar de verdade, com a prestação de serviços
eficientes e com qualidade, é o que nos move. Sabemos que é possível, existem
ótimos exemplos de gestões municipais com esse perfil e coloco meu nome à
disposição dos aracajuanos para fazer isso acontecer em nossa cidade”, diz
Danielle.
“As escolhas e as decisões já foram tomadas e não vejo
possibilidade de mudanças no que está posto. Não será um caminho fácil a ser
trilhado, afinal a nossa perspectiva é a de que estaremos mudando paradigmas.
Mas estamos confiantes”, reforça Danielle.
E a propósito de começar logo sentando na janela de uma
grande disputa, Danielle avisa sem se intimidar. “Se pensarmos por essa lógica,
somente os políticos já em atuação poderão ser eleitos chefes do Poder
Executivo. Será que essa é a melhor saída? E esses “políticos de carreira” um
dia não começaram sem nunca terem atuado nessa seara?”, questiona.
Sim, mas é oportuno lembrar de que, se a moça é neófita - e
não deve de haver nada contrário mesmo aos novos - em embates eleitorais, não o
é em outras searas e esferas da vida pública. “Sinto-me totalmente preparada.
Nos últimos anos, trabalhei absolutamente fora da minha zona de conforto,
enfrentando grandes batalhas e muitos desafios. Não será diferente agora”, diz.
“Coloco-me à disposição dos aracajuanos para fazer uma nova
gestão, com boas políticas e práticas de gestão pública, e tudo isso com as
marcas da transparência, da eficiência e do implacável combate à corrupção já
conhecidas pelo povo aracajuano em minha atuação, por exemplo quando estive
coordenando o Deotap à frente de operações como a Indenizar-se, a Avalanche e a
Torre de Babel”, diz ela.
Deotap - assim mesmo em caixa alta e baixa - é Departamento
de Crimes Contra a Ordem Tributária, por onde Danielle passou, fez um bom
trabalho, e de onde foi ejetada a fórceps pelo ex-governador Jackson Barreto,
MDB.
Ela, no entanto, admite que sabe e que saberá, sim, separar
a condição de uma delegada de polícia da de uma eventual executiva de uma
Prefeitura de porte avantajado como a de uma capital.
“A proposta é fazer uma gestão ética, transparente e cidadã.
É solucionar os principais problemas da cidade sem atitudes politiqueiras,
verdadeiramente preocupada com o anseio do povo aracajuano”, diz.
“Os aracajuanos estão cansados. O nosso compromisso é o de
entregar os melhores serviços públicos para mudar essa realidade. Temos um Plano
Diretor sem atualização há quase 20 anos, pessoas morando ainda em lugares
insalubres e degradados, um transporte público ineficiente e com uma das
tarifas mais caras do Brasil”, complementa.
Nessa Entrevista Domingueira, Danielle Garcia diz que o modo
como o grupo do Cidadania chegou ao seu nome como pré-candidata apazigua a
todos, aposta que Emília Correa vai estar rente e ciente com ela, diz que
Edvaldo Nogueira não entrega o que a cidade merece e que tem o senador
Alessandro Vieira como um “grande amigo”.
“Ele representa a esperança do sergipano na boa política, na
possibilidade de mudar a forma como a política é feita, sem conchavos e sim
voltada para as necessidades do povo sergipano. Alessandro é uma grande
inspiração para todas as pessoas que querem contribuir com a política e fazer a
sua parte para a mudança efetiva da vida da nossa gente”, diz.
“Os aracajuanos estão
cansados. O nosso compromisso é o de entregar os melhores serviços públicos
para mudar essa realidade", promete a pré-candidata do Cidadania
Danielle Garcia Alves nasceu no dia 26 de dezembro de 1976
em Aracaju.
Entre 1995 e 1999, fez o curso de Direito pela Universidade
Federal de Sergipe e em 2001, por concurso, entrou para a Secretaria de
Segurança Pública do Estado, na condição de delegada da Polícia Judiciária,
mesmo posto de Alessandro Vieira. Esse foi o primeiro emprego dela para valer -
antes, apenas estagiara na Delegacia Regional do Trabalho, na Procuradoria do
INSS e no Ministério Público.
Danielle Garcia tem especialização em Gestão Estratégica em
Segurança Pública pela UFS, fez o curso de Inteligência Estratégica pela Escola
Superior de Guerra e tem mestrado em Direito Público, também pela UFS.
Ela é divorciada e mãe de Maria Garcia, de 19 anos, uma
estudante de direito.
Daniele Garcia garante que não entrou nessa de política
sonhando com o amparo popular do ministro da Justiça e da Segurança Pública,
Sérgio Moro, com quem trabalhou no último ano. “Em nenhum momento tomei a decisão
de ser pré-candidata pensando em um eventual apoio do ministro Sérgio Moro, a
quem muito admiro, até porque a nossa relação em Brasília sempre foi
extremamente técnica”, diz ela.
A Entrevista e a entrevistada convidam-lhe. Siga-as.
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Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolitica.com.br

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